A Corporação de Pesquisas Econômicas para a América Latina encerra suas atividades após cinco décadas. José Pablo Arellano, um de seus fundadores, relembrou a história e o legado da instituição em entrevista.
O Cieplan anunciou o encerramento de suas operações após 50 anos de existência. A instituição, que começou como Ceplan em 1970 na Pontifícia Universidade Católica e tornou-se independente em 1976, contribuiu com 17 ministros de Estado e sete conselheiros do Banco Central para as políticas públicas chilenas.
José Pablo Arellano, ex-ministro e um dos fundadores, explicou que o centro foi criado para realizar pesquisas econômicas independentes durante a ditadura. Ele destacou estudos como o que revelou, na década de 1970, que o IPC estava subestimado, além de questionamentos sobre políticas como a redução a zero do imposto corporativo.
Arellano observou que muitos membros do Cieplan participaram do primeiro governo da Concertación, sob a presidência de Aylwin. Lá, promoveram medidas como o aumento dos impostos corporativos e a busca por amplos acordos com líderes empresariais e sindicatos.
O ex-diretor de Orçamento afirmou que a decisão de fechar as portas responde ao fato de que o ciclo foi concluído. Hoje, existem mais centros independentes e muitos de seus membros já contribuíram em governos anteriores.