A Câmara dos Deputados do Chile encerrou ontem um debate de oito horas sobre o projeto de lei do Plano de Reconstrução Nacional. A iniciativa, apoiada pelo governo, visa reduzir impostos corporativos e proporcionar segurança aos investimentos.
A sessão começou pouco depois das 10:00 e durou até as 18:10. Parlamentares da Frente Amplio, do Partido Comunista, do Partido Socialista e dos Democratas Cristãos anunciaram a rejeição do projeto de lei, que está em seu primeiro estágio constitucional com status de urgência.
O ministro da Fazenda, Jorge Quiroz, defendeu a proposta das críticas da oposição. “Todas as economias que emergiram no mundo o fizeram com uma dose muito relevante de impulso privado”, afirmou. Ele também abordou as preocupações com o corte de impostos: “Com menos impostos há mais investimento e mais empregos”.
Os Democratas Cristãos chegaram a uma posição unânime após uma reunião interna. O líder do bloco, Jorge Díaz, confirmou que votarão contra o projeto. O Partido da Gente, no entanto, fechou um acordo com o governo em troca de um bônus de reembolso de IVA para fraldas e medicamentos, com um custo fiscal anual estimado em 100 milhões de dólares.
A votação geral e particular está agendada para hoje, quarta-feira, na mesma câmara.