Líderes da coalizão governista chilena reuniram-se no Palácio de La Moneda para exigir benefícios diretos à classe média no Plano de Reconstrução Nacional, que será apresentado pelo presidente José Antonio Kast nesta quarta-feira. O plano inclui 43 medidas sobre impostos, licenciamento e reconstrução pós-incêndios. O presidente da Câmara dos Deputados, Jorge Alessandri, criticou a ausência de apoio explícito a esse grupo.
Na segunda-feira, por volta das 11h, líderes do bloco governista e presidentes de partidos reuniram-se no Palácio de La Moneda para discutir o Plano de Reconstrução Nacional, peça central da administração de José Antonio Kast. O Executivo afirmou que o projeto de lei chegará ao Congresso após o pronunciamento televisionado do presidente na quarta-feira. O presidente da Câmara, Jorge Alessandri (UDI), declarou à Rádio T13: “Não vejo, nas 43 medidas, nenhuma que faça a classe média celebrar ou que fale diretamente com ela”. Ele sugeriu deduções no imposto de segunda categoria para despesas com educação e saúde para os trabalhadores chilenos. Outros concordaram. O líder do bloco, Diego Schalper (RN), observou que propostas foram enviadas ao Ministro da Fazenda em prol da classe média, áreas rurais e PMEs. Ximena Ossandón (RN) e Jorge Guzmán (Evópoli) enfatizaram que a reconstrução não pode excluir esse setor majoritário. A coalizão aguarda a versão final durante um almoço com Kast na terça-feira, no Cerro Castillo. O presidente da UDI, Guillermo Ramírez, previu coordenação para fazer o projeto avançar.