O governo de José Antonio Kast apresentará na quarta-feira um projeto de lei miscelânea com mais de 40 medidas, incluindo uma redução escalonada do imposto corporativo de 27% para 23% entre 2028 e 2030. A diminuição ocorrerá ao longo de três anos: 1,5 ponto no primeiro ano, 1,5 no segundo e 1 no terceiro. O ministro da Fazenda, Jorge Quiroz, defendeu a medida como um estímulo ao investimento e ao emprego.
O governo chileno planeja apresentar na quarta-feira um projeto de lei miscelânea como parte do Plano de Reconstrução Nacional. A iniciativa prioriza a redução da burocracia, a eliminação de licenças para facilitar investimentos e um corte gradual no imposto de primeira categoria de 27% para 23%, com início em 2028. Segundo fontes próximas ao processo, a redução será de 1,5 ponto percentual no primeiro ano (para 25,5%), mais 1,5 no segundo (para 24%) e 1 ponto no terceiro, atingindo o regime pleno em 2030, ano em que Kast deixa La Moneda.
A reintegração do sistema tributário passará de 65% para 100% de forma gradual, um terço ao ano. Outras medidas incluem a eliminação imediata do imposto de 10% sobre vendas de ações com alta presença na bolsa de valores, um mecanismo de invariabilidade tributária para grandes projetos, 0% de IVA sobre a venda de novas habitações por 12 meses sem limite de valor, eliminação de impostos prediais para maiores de 65 anos em sua primeira residência e subsídios ao emprego formal.
Na segunda-feira, o ministro da Fazenda, Jorge Quiroz, defendeu o corte diante da imprensa em La Moneda e em uma reunião com parlamentares governistas. "É um corte de impostos para aumentar o investimento, para aumentar o emprego. Existem 150.000 empresas que empregam metade dos trabalhadores do Chile", afirmou. Ele enfatizou que a medida beneficia primeiramente pequenas e médias empresas por meio de um crédito tributário de 15% sobre salários baixos e visa recuperar 200.000 empregos na construção civil perdidos.
"Não vamos transformar isso na típica caricatura que alguns fazem, de que qualquer corte de impostos serve para favorecer os mais ricos. Não, senhores, a economia está complicada aqui; vamos colocá-la de volta nos trilhos e vamos fazer isso muito rapidamente", concluiu Quiroz, respondendo às críticas da oposição.