Vários ministérios do governo chileno estão resistindo ao corte orçamentário de 3% ordenado pelo Ministério da Fazenda, após a isenção concedida à Segurança Pública. O presidente José Antonio Kast admitiu avaliar exceções caso a caso, enquanto pastas como Educação e Desenvolvimento Social alegam falta de margem. As negociações continuam em meio a tensões.
O governo isentou o Ministério da Segurança do corte de 3% após constatar que isso reduziria o financiamento policial em 64% no âmbito do Plano Contra o Crime Organizado. Essa medida, defendida pelo presidente José Antonio Kast em entrevista a emissoras afiliadas à ARCHI na terça-feira, abriu caminho para possíveis exceções em outras pastas. Kast declarou: “Estamos vendo todos realizarem o exercício de corte e, uma vez que isso esteja claro, como estabelecê-lo, como apresentá-lo, veremos onde o corte entra em vigor e onde não”. Embora tenha enfatizado que os 3% se aplicam de forma uniforme, ele reconheceu a realização de revisões caso a caso. O ministro da Fazenda, Jorge Quiroz, e a Direção de Orçamentos estão mantendo reuniões bilaterais com cada ministério. Autoridades da Educação afirmam que não há margem real, já que grande parte do orçamento está vinculada a leis permanentes. O ministro disse anteriormente à Rádio T13: “Quando se fala em cortes, a realidade é que o orçamento da Educação já foi cortado [...] Leis permanentes foram cortadas”. O Desenvolvimento Social oferece um ajuste de 2,5% para proteger os programas sociais. O ministro da Habitação, Iván Poduje, observou que 97% do orçamento está comprometido com dívidas anteriores. A Saúde está revisando eficiências para proteger os pacientes, segundo a ministra May Chomali.