A Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados iniciou na terça-feira a discussão detalhada da megarreforma de reconstrução e reativação econômica do presidente José Antonio Kast, em meio a tensões devido a mais de 1.295 emendas apresentadas pela oposição.
O presidente da comissão, Agustín Romero (Partido Republicano), anunciou que o projeto será votado na quarta-feira, 13 de maio, mesmo que a sessão precise se estender até a meia-noite. O governo apresentou emendas substitutivas para neutralizar grande parte das propostas da oposição, uma estratégia apoiada pelo ministro do Interior, Claudio Alvarado.
Legisladores da oposição criticaram o procedimento. Raúl Leiva (PS) chamou-o de “fraude constitucional”, enquanto Constanza Schönhaut (Frente Amplio) apresentou uma reserva constitucional. Carlos Bianchi (independente) acusou uma “manobra ditatorial” ao priorizar as emendas do Executivo.
Entre as mudanças do governo está uma emenda que permite que a Tesouraria Geral da República ofereça facilidades de pagamento aos devedores do CAE com garantias estatais executadas. Os planos incluem até 48 parcelas e perdão parcial da dívida de até 100% do saldo restante para aqueles que pagarem em dia.
O Executivo tem como meta que a Câmara envie o projeto antes de 21 de maio, embora a passagem para o Senado possa ser adiada até junho.