A Câmara dos Deputados rejeitou a reforma eleitoral da presidente Claudia Sheinbaum em 11 de março de 2026, ao não alcançar a maioria qualificada necessária. Com 259 votos a favor e 234 contra, a iniciativa foi derrotada devido à oposição de aliados como PT e PVEM. Ricardo Monreal, do Morena, anunciou que o partido preparará um 'Plano B' para avançá-la.
A sessão na Câmara dos Deputados, realizada em San Lázaro, terminou com a rejeição da reforma eleitoral apresentada pelo Executivo federal. A proposta visava alterar 11 artigos da Constituição, incluindo a eliminação dos 32 senadores plurinominais e mudanças na eleição de 200 deputados de distritos perdidos mais 100 por voto direto em cinco circunscrições regionais, incorporando mexicanos no exterior. Também propunha uma redução de 25% no financiamento de partidos políticos e do INE, juntamente com maior supervisão para prevenir fundos do narcotráfico. Para aprovação, era necessária a maioria de dois terços dos presentes, ou pelo menos 334 votos de 500 deputados. No entanto, obteve apenas 259 a favor, 234 contra e uma abstenção. PT e PVEM, aliados do Morena, em grande parte votaram contra devido a desacordos em aspectos como eleições plurinominais e mudanças no Programa de Resultados Eleitorais Preliminares (PREP). Ricardo Monreal Ávila, coordenador do Morena, dirigiu-se ao plenário: “Sabemos o destino que esta reforma pode ter, mas anunciamos que, uma vez rejeitada, iniciaremos a construção do Plano B para a reforma eleitoral.” Ele reconheceu o pluralismo do Congresso e respeitou as posições de todos os grupos, afirmando: “Todo voto é legítimo, toda decisão é soberana.” O senador do PVEM Luis Armando Melgar alertou sobre o 'Plano B': “Se tentarem nos surpreender nas leis secundárias com modificações que vão além da Constituição [...], não tenham dúvida de que votaremos contra sob protesto.” Ele recordou que em 2022, a Suprema Corte invalidou reformas semelhantes por violarem a Constituição. A presidente Sheinbaum, em sua conferência de 10 de março, evitou chamar à unidade: “Cada um decide. Mais de 80 por cento dos mexicanos concordam que deputados de representação proporcional devem ser eleitos diretamente pelo povo.” Ela afirmou que cumpriu sua promessa de campanha ao apresentar a iniciativa para um sistema eleitoral menos custoso. Adversários como Rubén Moreira, do PRI, criticaram a reforma por supostamente buscar eleições de 'baixa qualidade', enquanto o Movimiento Ciudadano propôs alternativas como circunscrições para migrantes. A rejeição representa um revés para o Morena, que agora explora caminhos como leis secundárias que exigem apenas maioria simples.