A presidente Claudia Sheinbaum confirmou que apresentará a sua reforma eleitoral em 24 de fevereiro, Dia da Bandeira. Ricardo Monreal, coordenador do Morena na Câmara dos Deputados, garantiu apoio unânime do seu grupo parlamentar, embora não existam acordos firmes com aliados como o PT e o PVEM.
A presidente Claudia Sheinbaum planeia enviar a sua iniciativa de reforma eleitoral ao Congresso na terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, coincidindo com o Dia da Bandeira. Na sua conferência de imprensa matinal de quinta-feira, 19 de fevereiro, Sheinbaum evitou detalhar os pilares centrais da proposta e pediu para aguardar pela sua apresentação formal. Ela negou um documento em circulação que sugere um aumento dos deputados para 508, afirmando: «Na terça-feira da próxima semana, vou apresentá-la (...) Não, é falso (...) Falamos na próxima semana sobre a reforma eleitoral. Não faz sentido uma reforma eleitoral totalmente indefinida. Há temas que o povo propôs, é isso que estamos a propor».Ricardo Monreal Ávila, coordenador parlamentar do Morena na Câmara dos Deputados, confirmou que o seu grupo apoiará unânimemente a iniciativa, sem ainda conhecer o seu conteúdo oficial. «Como chegar a iniciativa da presidente na próxima terça-feira (24 de fevereiro), vamos apoiá-la unânimemente no Morena», declarou Monreal, salientando que o acordo interno prioriza uma posição clara na agenda legislativa.No entanto, Monreal reconheceu que não houve progressos nas negociações com os aliados da coligação, o Partido do Trabalho (PT) e o Partido Verde Ecologista de México (PVEM), particularmente quanto à redução dos legisladores plurinominais. «Não há avanços nesse tema. A presidente é uma mulher consequente com o que diz e faz e, evidentemente, ela continua a defender que a fórmula de integração da Câmara deve ser composta por menos plurinominais, com novas formas de eleição e que o custo das campanhas juntamente com o custo dos órgãos eleitorais é desmedido para uma democracia com problemas económicos», explicou. Acrescentou que serão feitos esforços para os convencer: «Não se deve excluir ninguém. Eu insisto em que é preciso fazer um esforço para os convencer. A política é isso: não se deve cansar e, enquanto a proposta não chegar, não sabemos como vão reagir».O legislador esclareceu que o documento divulgado é uma versão preliminar da Comissão Presidencial para a Reforma Eleitoral, liderada por Pablo Gómez, e não o texto final. Espera-se que a iniciativa seja apresentada na Câmara dos Deputados, onde o Morena promete apoio, embora possa não atingir a maioria qualificada. A aprovação atempada é fundamental para a sua aplicação nas eleições de 2027.