Legisladores da oposição inundaram o projeto de lei de Reconstrução Nacional do governo com emendas, em uma manobra destinada a atrasar sua tramitação na Câmara dos Deputados.
O projeto de lei, que contém cerca de 40 dispositivos, enfrenta mais de 1.500 emendas apresentadas por legisladores da oposição. Um deputado independente da bancada do PPD havia anunciado preparativos para cerca de 2.500 emendas, chamando-as de um "tsunami". O Partido Comunista e a Democracia Cristã lideraram o número de propostas, embora numerosos legisladores da oposição também tenham participado.
O Executivo respondeu com uma emenda substitutiva que desativou grande parte dessas alterações. Muitas das emendas foram consideradas inadmissíveis por tratarem de assuntos de competência exclusiva do governo. O Executivo almeja a aprovação do projeto na Câmara antes de 21 de maio, utilizando poderes de urgência legislativa e mantendo a maioria na Comissão de Finanças.
A tramitação gerou controvérsia sobre o tempo limitado para debater aspectos centrais do projeto. O governo aposta que o Senado irá refinar os detalhes pendentes, embora não haja certeza de que isso acontecerá.