Produção de cobre da Codelco sobe até setembro, mas lucros caem 30%

A Codelco relatou um aumento de 2,1% na produção de cobre nos primeiros nove meses de 2025, alcançando 937.000 toneladas, impulsionado por divisões como Ministro Hales. No entanto, seus lucros consolidados caíram 30%, de US$ 227 milhões em 2024 para US$ 157 milhões este ano. O presidente executivo Rubén Alvarado destacou o crescimento apesar do acidente fatal em El Teniente.

Na terça-feira, a estatal chilena Codelco divulgou seus resultados financeiros do terceiro trimestre de 2025. A produção própria de cobre subiu para 937.000 toneladas até setembro, 2,1% acima das 918.000 toneladas do mesmo período em 2024. Esse aumento foi principalmente devido à divisão Ministro Hales, com mais de 40.000 toneladas; Salvador, com 27.000 toneladas adicionais; e Radomiro Tomic, com 17.000 toneladas a mais. Em contraste, divisões como Chuquicamata (-25.000 toneladas), Gabriela Mistral (-18.000 toneladas), Andina (-12.000 toneladas) e El Teniente (-11.000 toneladas) registraram quedas.

As receitas totalizaram US$ 13,229 milhões, 7% mais que os US$ 12,314 milhões em 2024. O EBITDA aumentou 3,4% para US$ 4,159 milhões. No entanto, o lucro consolidado caiu 30% para US$ 157 milhões, em parte devido a custos operacionais mais altos. O custo direto (C1) subiu 4,4% para 214 centavos por libra, explicado pelas operações em Rajo Inca, maior atividade em Radomiro Tomic e inflação, embora compensado por preços mais baixos de insumos como energia e combustível.

O presidente executivo Rubén Alvarado enfatizou: «manter a tendência de crescimento na produção, apesar do cenário complexo» do acidente em El Teniente em 31 de julho, que matou seis trabalhadores. A contribuição fiscal cresceu 17% para US$ 1,240 milhão.

Por divisão, Ministro Hales se destacou com um aumento de 1.516% nos lucros, de US$ 5 milhões para US$ 86 milhões, graças ao desenvolvimento de mineração e estabilização pós-deslizamento. Radomiro Tomic subiu 69% para US$ 139 milhões, enquanto Andina caiu 87% para US$ 4 milhões e Chuquicamata 44% para US$ 30 milhões.

A Codelco revisou sua previsão de produção anual para 1.310-1.340 mil toneladas de cobre fino, abaixo da faixa anterior de 1.340-1.370 mil, impactada pelo acidente. A meta para 2030 permanece em 1,7 milhão de toneladas. Projetos como Andes Norte (80% de progresso), Diamante (49%), Andesita (77%), Rajo Inca (93%) e a planta de dessalinização (87%) avançam, com operações previstas para 2026.

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