O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, afirmou que seu futuro governo restaurará as relações diplomáticas com Israel e planeja abrir uma embaixada em Jerusalém após assumir o cargo no início de agosto, revertendo o rompimento com Israel ocorrido sob a gestão do presidente cessante, Gustavo Petro.
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, declarou que agirá rapidamente para restaurar o relacionamento da Colômbia com Israel e abrir uma embaixada em Jerusalém após o início de sua administração em agosto.
Relatos sobre o plano surgiram após o ministro das Relações Exteriores designado da Colômbia, Omar Bula Escobar, reunir-se com o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, em Washington. Ambos os lados afirmaram que começarão a nomear embaixadores e a reconstruir os laços diplomáticos e econômicos assim que o novo governo colombiano tomar posse em 7 de agosto.
O gabinete de De la Espriella e diversas reportagens também descreveram o plano da embaixada em Jerusalém como uma reversão da direção da administração Petro, que havia indicado apoio à abertura de uma missão diplomática palestina em Ramallah.
As relações entre Bogotá e Jerusalém deterioraram-se drasticamente sob o presidente Gustavo Petro durante a guerra entre Israel e o Hamas. Petro acusou Israel de cometer “genocídio” e anunciou em maio de 2024 que a Colômbia cortaria relações diplomáticas com Israel, um passo que Israel criticou e que a Colômbia justificou como uma resposta à guerra em Gaza.
A Colômbia reconheceu o Estado de Israel em fevereiro de 1949 e estabeleceu relações diplomáticas em 1957, de acordo com resumos históricos da relação bilateral.
Um pequeno número de países mantém embaixadas em Jerusalém, incluindo os Estados Unidos e a Guatemala. Israel considera Jerusalém sua capital, enquanto muitos países mantêm suas embaixadas em Tel Aviv, citando o status disputado da cidade na diplomacia internacional.