Tribunal condena Barraza a 10 anos e ordena investigação sobre ex-funcionários

A Primeira Câmara Criminal de Resistencia condenou o líder social Carlos Iván Barraza a dez anos de prisão por fraude contra a administração pública e peculato. A sentença, proferida em 5 de dezembro de 2025, também ordenou investigações contra ex-funcionários e líderes sociais por irregularidades no manejo de fundos e recursos estatais entre 2022 e 2023. A pena inclui confisco de bens e abre nove linhas de investigação relacionadas.

Em 5 de dezembro de 2025, a Primeira Câmara Criminal de Resistencia, composta pelos juízes Glenda Vidarte de Sánchez Dansey, Natalia María Luz Kuray e Julieta Noemí Dansey, proferiu sentença contra Carlos Iván Barraza, líder piquetero e pré-candidato a prefeito de Resistencia em 2023 na lista de Jorge Capitanich. Barraza foi condenado a dez anos de prisão efetiva, inabilitação absoluta e perpétua para cargos públicos e perda definitiva de todos os bens apreendidos, incluindo veículos, materiais de construção, um barco, faturas do IAFEP e documentos estatais. O dinheiro recuperado será transferido ao Tesouro Provincial.

Os crimes comprovados, fraude contra a administração pública e peculato, basearam-se em provas materiais, testemunhais e periciais que revelaram um esquema de desvio de recursos estatais entre 2022 e 2023. Durante a leitura da sentença, Barraza aplaudiu do banco dos réus e havia feito gestos desafiadores aos fotógrafos anteriormente. O promotor Sergio Cáceres Olivera representou o Ministério Público, e Nicolás Diez, presidente da SAMEEP, atuou pela acusação.

A decisão vai além de Barraza: ordenou nove investigações ao Ministério Público por supostas irregularidades. Estas incluem a gestão de fundos do IAFEP sob Carlos Mauricio “Mauro” Andión e Laura Moreno, que entregaram recursos a beneficiários não qualificados, conforme citação judicial: “Determinar à equipe fiscal investigar a suposta responsabilidade na disposição de fundos estatais durante os anos 2022 e 2023, mencionando-se Carlos Mauricio Andión e Laura Moreno.”

Outras linhas abrangem alocações irregulares de terrenos e moradias em Villa Barberán (Rua Ushuaia e Pasaje Villa Carlos Paz), ligadas à Associação Civil Humildad, com responsabilidades na Secretaria de Planejamento Territorial e IPDUV por falta de controles sobre RUBH e construções. Na SAMEEP, será investigada a omissão de supervisão sobre Barraza e seu círculo, incluindo uso irregular de pessoal e coação. Além disso, Romina Palacios e Walter Ramírez serão investigados pelo uso de fundos em movimentos sociais, e Nicolás Sisi, Jonathan Barraza, Andrea Barraza, Cristian Barraza, Mónica Romero e José René Galasi por esquemas trabalhistas como horas extras indevidas e uso de veículos oficiais. Finalmente, Gustavo Ariel Brites enfrentará investigação por suposto falso testemunho.

Essas ramificações mapeiam responsabilidades entre ex-funcionários da administração de Capitanich e órgãos provinciais, ampliando o escrutínio sobre o circuito de recursos públicos sem controles adequados.

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