O ex-goleiro da Universidad de Chile, Cristóbal Campos, criticou duramente Michael Clark, presidente da Azul Azul, após uma sanção da Comissão do Mercado Financeiro. Clark enfrenta uma multa de 65.000 UF e um período de inelegibilidade de cinco anos, mas insiste que não renunciará. A reitora Rosa Devés expressou preocupações e disse que revisarão o acordo com a Azul Azul.
A Comissão do Mercado Financeiro (CMF) sancionou os diretores da Sartor Administradora General de Fondos, incluindo Michael Clark, presidente da Azul Azul, a sociedade anônima que gerencia as operações de futebol da Universidad de Chile. Clark foi multado em 65.000 UF, aproximadamente 2,5 bilhões de pesos, e temporariamente impedido por cinco anos de atuar como diretor ou executivo principal em entidades reguladas pelo Decreto-Lei nº 3.538 de 1980.
Clark respondeu afirmando que não renunciará: “Continuarei sendo presidente da U. Apelaremos em todas as instâncias. Apelaremos, porque acredito que muitas das defesas contra as acusações não foram consideradas”, disse ele à Radio Cooperativa.
Nesse contexto, Cristóbal Campos, ex-goleiro da U e atual gerente esportivo no Provincial Talagante, lançou uma dura crítica contra Clark no Instagram. “O mesmo palhaço que me expulsou do clube, que me demitiu por uma ligação telefônica, sem saber de nada e inventando desculpas para me tirar do clube até hoje sem mostrar a cara. Sem esperar a resolução de um juiz (vendido pela FF)”, escreveu. Ele continuou: “O mesmo que me deixou sem nada apesar de ter um ano de contrato restante. O mesmo que nos abandonou nos maus momentos do clube e me quis correndo fora do campo por um ano como Cañete. O que agora ergue uma taça e se vende ao povo enquanto joga merda em outras instituições.” Campos concluiu: “Se aqueles que te conhecem soubessem que você tem conhecimento do que é o futebol. Você é só um amador de camisa e gravata do rugby, mais uma marionete daqueles que já conhecemos. Quando você faz o mal, não pode cobrir o sol com um dedo, incompetente.”
A reitora da Universidad de Chile, Rosa Devés, também comentou sobre a sanção. “A preocupação não é só agora. Claro, agora a preocupação é maior, pois muitos chilenos estão preocupados, e a Universidade também”, expressou ela. Ela acrescentou: “Eventualmente teremos que revisar nosso acordo com a Azul Azul, acho que isso é necessário. A Universidade deve estar melhor protegida desse tipo de ações.” Devés enfatizou a importância de salvaguardar os símbolos da instituição e elogiou os representantes universitários no conselho da Azul Azul, destacando seu papel nessa crise.