Um artigo de direito de resposta critica duramente o argumento de Dr. Shuaib Manjra defendendo Dr. Tlaleng Mofokeng contra uma decisão do Health Professions Council of South Africa (HPCSA) sobre conduta não profissional. O autor argumenta que o foco de Manjra no contexto linguístico compromete a responsabilidade profissional. Ele enfatiza que a decisão da HPCSA mantém os padrões de dignidade na saúde.
Dr. Shuaib Manjra, um especialista médico registrado na HPCSA e presidente da Health Justice Initiative, publicou recentemente um artigo de opinião alegando que o conselho errou ao considerar Dr. Tlaleng Mofokeng culpada de comportamento não profissional. Ele atribui a decisão a um mal-entendido do contexto linguístico de suas declarações nas redes sociais, que incluíam linguagem vulgar, inflamatória e discriminatória.
O artigo de resposta, publicado em 12 de novembro de 2025 na seção Opinionista do Daily Maverick, rejeita a defesa de Manjra como desconcertante e circular. Ele argumenta que a ética profissional não é negociável com base no contexto, especialmente quando declarações públicas de um médico envolvem discurso racista e inflamatório. O autor ressalta que o papel da HPCSA é proteger a integridade da profissão médica, não interpretar linguagem como um crítico de poesia.
Manjra enquadra a decisão como uma supressão da liberdade de expressão e um ataque ao ativismo de Mofokeng. No entanto, a crítica contra-argumenta que profissões como a medicina impõem limites ao comportamento público para manter a decência, independentemente da posição política. A liberdade de expressão não permite vilipendiar ou desumanizar os outros.
A HPCSA realizou uma investigação minuciosa ao longo de vários meses, correspondendo-se com os representantes legais de Mofokeng e avaliando sua conduta sob o Regulamento 4(9) da Health Professions Act. A conclusão final foi de conduta não profissional, não uma decisão provisória.
O autor acusa Manjra de responsabilidade seletiva, notando que ele provavelmente exigiria ação se linguagem semelhante visasse outros grupos como palestinos, migrantes ou mulheres. Defender tal conduta, argumenta o artigo, corrói a confiança pública na saúde e diminui o mandato da HPCSA.
A alegação de Manjra de um 'precedente perigoso' para o pensamento livre é invertida: o verdadeiro perigo reside no ódio não verificado de profissionais, que erode a fé nas instituições. A decisão reforça que ser médico implica confiança pública e profissionalismo, mesmo em desacordos políticos.
No geral, a resposta chama o artigo de Manjra de pouco convincente, confundindo liberdade de expressão com liberdade de padrões e ética com ideologia. Ela elogia a ação da HPCSA como uma vitória do bom senso.