O Primeiro-Ministro Manuel Marrero Cruz enfatizou que os municípios cubanos devem liderar seu próprio desenvolvimento em uma reunião extraordinária do Conselho de Governo Provincial em Ciego de Ávila. Ele destacou o papel estratégico da província na produção de alimentos em meio a uma economia de guerra imposta pelo bloqueio dos EUA. Ele pediu uma mudança de mentalidade e ações concretas multiplicadas para a sustentabilidade.
Na reunião extraordinária do Conselho de Governo Provincial realizada nesta quinta-feira em Ciego de Ávila, o Primeiro-Ministro Manuel Marrero Cruz enfatizou que os municípios não devem ser elos passivos, mas protagonistas de seu próprio desenvolvimento. «O município é o campo de batalha para enfrentar os principais problemas que afligem a população», afirmou, pedindo para enterrar a retórica e multiplicar as ações. nnMarrero Cruz descreveu a situação atual como uma «economia de guerra» devido ao bloqueio intensificado e à política hostil dos EUA, exigindo transformações profundas e uma mudança radical de mentalidade. «Agimos como se tudo estivesse normal», criticou, apontando uma contradição urgente a resolver. nnEle focou no potencial de Ciego de Ávila para a produção de alimentos, com quase 35.000 hectares dedicados a raízes, vegetais, grãos e árvores frutíferas. O ministro da Agricultura Ydael Pérez Brito destacou sua posição geográfica central como vantagem logística e a combinação de terras e capacidade dos trabalhadores como pilar essencial para a segurança alimentar nacional. nnO governador Alfre Menéndez Pérez relatou prioridades como diversificar exportações, reduzir multas vencidas e melhorar o abastecimento de água em comunidades como Punta Alegre, Tamarindo, Florencia e a capital provincial. Ana María Mari Machado, vice-presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular, enfatizou a necessidade de um quadro regulatório ágil para transformar leis em soluções concretas. nnMarrero Cruz anunciou que 2026 será um ano de definições, difícil mas chave para fortalecer regulamentações e liberar o potencial territorial. «Se querem avançar, têm que fazer as coisas de forma diferente e não ter medo da mudança», concluiu, recordando a determinação histórica de Fidel Castro.