Opinião busca aliado interno em Cuba como Delcy Rodríguez

Um artigo de opinião no Havana Times especula sobre a possibilidade de uma transição política em Cuba inspirada em eventos recentes na Venezuela, onde a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez lidera uma mudança após a captura de Nicolás Maduro. O texto destaca a crise econômica de Cuba e as pressões dos EUA como catalisadores potenciais. Menciona que Washington busca um interlocutor interno para facilitar reformas.

O artigo de Francisco Acevedo, publicado em 25 de janeiro de 2026 no Havana Times, examina as repercussões em Cuba dos eventos na Venezuela no início do ano. Acevedo questiona se Cuba poderia ter uma transição semelhante à liderada por Delcy Rodríguez, que permitiu a captura de Nicolás Maduro. Ele observa que a Segurança do Estado cubana eliminou dissidentes potenciais, como Luis Orlando Domínguez, Alejandro Gil, Lage, Pérez Roque e Robaina. A crise econômica de Cuba apresenta blecautes diários, escassez extrema de alimentos e medicamentos, repressão política visível e o maior êxodo migratório de sua história. A reaproximação durante a administração de Barack Obama não produziu as mudanças esperadas, e agora os Estados Unidos cortaram o fluxo de dinheiro e petróleo venezuelano para a ilha, deixando o governo cubano vulnerável. O presidente Trump confirmou recentemente conversas discretas com Cuba, visando explorar uma mudança política em breve. No entanto, Miguel Díaz-Canel, escolhido a dedo, seguiria apenas as instruções históricas dos Castros. Diferentemente da Venezuela, Cuba carece de divisões claras nos centros de poder, com o controle nas mãos de poucos. Entre as opções dos EUA está um bloqueio naval para impedir remessas de combustível, similar ao da Venezuela. O México é o principal fornecedor de petróleo bruto para Havana, seguido pela Rússia em menor grau. A presença do porta-aviões George W. Bush no Caribe provocou alerta máximo no regime, revivendo frases como «a guerra de todo o povo». O Conselho de Defesa Nacional revisou planos para um estado de guerra, embora o regime de defesa excepcional não tenha sido ativado, conforme a Constituição de 2019 e a Lei de Defesa Nacional. Acevedo argumenta que um aliado interno, como um «cavalo de Troia», seria crucial para uma transição rápida, focada no empoderamento da população e na reforma da política econômica estatal ineficaz. A repressão aos protestos de julho de 2021 e a detenção contínua de opositores ilustram o controle autoritário.

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