Após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA reportada em 4 de janeiro, surgem novos detalhes sobre a preparação da operação pela CIA desde julho de 2025, bombardeios específicos que causaram 80 mortes incluindo um civil colombiano, e fricções crescentes entre EUA e Colômbia em meio à transição política da Venezuela sob a presidente interina Delcy Rodríguez.
A operação dos EUA para extrair Nicolás Maduro, baseada na captura inicial em Forte Tiuna em Caracas, envolveu meses de infiltração da CIA em seus círculos de segurança e governo, combinando espionagem, tecnologia e ataques aéreos. Os bombardeios visaram áreas como El Hatillo no estado de Miranda, com um míssil atingindo uma casa residencial perto de antenas de telecomunicações, contribuindo para pelo menos 80 mortes entre civis e forças de segurança. Vítima notável: Yohana Rodríguez Sierra, uma comerciante colombiana de 45 anos de Cartagena.
O presidente Donald Trump enquadrou a ação como facilitadora de uma 'transição', com Delcy Rodríguez —nomeada presidente interina pelo Supremo Tribunal— esperada para implementar um plano apoiado pelos EUA, apesar da resistência dos lealistas de Maduro. Figuras da oposição como María Corina Machado e Edmundo González permanecem à margem dos debates, em meio a uma diáspora de 7 milhões de pessoas.
No âmbito internacional, a representante da Colômbia na ONU, Leonor Zalabata, condenou a incursão como violação da soberania e do direito humanitário, rejeitando o uso da força sem autodefesa ou autorização da ONU, e se preparando para surtos de migrantes. As tensões atingiram o pico com as declarações de Trump no Air Force One, chamando o presidente Gustavo Petro de 'homem doente' ligado à produção de cocaína e insinuando ações dos EUA na Colômbia. Petro retrucou no X contra as ameaças de um líder sem credenciais democráticas na América Latina.
A queda de Maduro encerra 27 anos de governo de esquerda, abrindo caminhos para a democracia, mas enfrentando problemas enraizados: redes criminosas (ELN, Tren de Aragua), vastas reservas de petróleo inexploradas (303 bilhões de barris) e hiperinflação (556%). A colaboração regional, incluindo com a Colômbia, poderia auxiliar na recuperação.