Após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelas forças militares dos EUA, o Senado votou em 8 de janeiro por 52-47 para avançar uma resolução bipartidária que exige aprovação congressional para quaisquer hostilidades futuras na Venezuela, sinalizando resistência às ações unilaterais do presidente Trump.
A resolução, S.J. Res. 98, patrocinada pelo Sen. Tim Kaine (D-VA), determina a remoção das forças dos EUA de operações não autorizadas na Venezuela e invoca os poderes de guerra constitucionais do Congresso. Passou com todos os democratas mais os senadores republicanos Rand Paul, Susan Collins, Lisa Murkowski, Josh Hawley e Todd Young. O líder da minoria do Senado Chuck Schumer (D-NY) chamou-a de posição contra 'guerras intermináveis', enquanto críticos como o Sen. Markwayne Mullin (R-OK) defenderam a captura —detalhada em coberturas anteriores— como dentro da autoridade do Artigo II de Trump. O voto segue briefings a portas fechadas sobre o plano de estabilização de três frentes da administração para a Venezuela, incluindo controle dos EUA sobre vendas de petróleo (30-50 milhões de barris) para financiar a recuperação via produtos americanos, conforme delineado pelo Secretário de Estado Marco Rubio, Secretário de Defesa Pete Hegseth e Secretário de Energia Chris Wright. O presidente Trump, que saudou a operação de forças especiais de 3 de janeiro como um sucesso histórico, planeja vetar a medida se passar na Câmara, com derrubada improvável. Democratas como o Dep. Seth Moulton criticaram o planejamento da operação, exigindo audiências públicas, em meio a divisões partidárias. Uma resolução semelhante sobre o Irã em 2025 falhou no Senado.