Enquanto a reação internacional continua em relação à operação militar dos EUA em 3 de janeiro que capturou o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores, os partidos políticos sul-africanos mostram divisões acentuadas. O ANC e outros condenaram a ação como agressão imperialista que viola o direito internacional, enquanto o Freedom Front Plus a acolheu. O Departamento de Relações e Cooperação Internacional (Dirco) pediu intervenção do Conselho de Segurança da ONU.
A operação dos EUA seguiu ataques aéreos a navios alegadamente de contrabando de drogas, com o presidente Donald Trump declarando que os EUA supervisionariam a transição na Venezuela. Maduro e Flores declararam-se não culpados em tribunal de Nova Iorque a 5 de janeiro por acusações de narco-terrorismo, tráfico de drogas e armas.
O Dirco chamou ao ataque uma «violação manifesta» da Carta da ONU, com o embaixador adjunto interino Jonathan Passmoor a salientar violações de soberania durante o debate do CSNU a 5 de janeiro.
Condenações: O ANC classificou-o como «agressão imperialista» na reunião do NEC a 6 de janeiro, com o secretário-geral Fikile Mbalula a exigir a libertação de Maduro e a criticar vozes favoráveis no GNU. O EFF denunciou-o como «o ato imperial mais descarado em décadas»; a ActionSA disse que mina a ONU; o MK viu paralelos com a pilhagem de recursos em África; o Good party alertou para o perigo à ordem global; o Rise Mzansi comparou-o a agressões dos anos 1930; e a Patriotic Alliance chamou-lhe um jogo de poder petrolífero.
Apoio ou nuances: A Democratic Alliance acusou o Dirco de hipocrisia sobre a Ucrânia; o Build One South Africa pediu revisão da ONU para eleições justas na Venezuela; o Freedom Front Plus saudou o «fim do fracasso socialista», elogiando a ação sobre as acusações; o Inkatha Freedom Party não respondeu.