No início da manhã de 3 de janeiro de 2026, forças dos EUA realizaram uma operação em grande escala em Caracas, capturando o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores, que enfrentam acusações dos EUA por narco-terrorismo e tráfico de drogas. O presidente Donald Trump anunciou a ação via Truth Social, afirmando que os EUA administrarão temporariamente a Venezuela para garantir uma transição estável. A medida gerou divisões acentuadas, com democratas a denunciando como inconstitucional e republicanos a elogiando como decisiva.
A operação, chamada Operação Resolução Absoluta, envolveu 150 aeronaves e meses de planejamento por forças especiais dos EUA, agências de inteligência incluindo CIA e NSA, e forças policiais. Culminou em um ataque ao complexo de Maduro no centro de Caracas, onde ele e Flores foram capturados sem fatalidades, embora alguns militares dos EUA tenham sofrido ferimentos leves. Maduro, sua esposa e seu filho agora enfrentam acusação no Distrito Sul de Nova York por crimes incluindo conspiração de narco-terrorismo, importação de cocaína e posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos. A procuradora-geral Pam Bondi declarou que eles enfrentarão "a ira total da justiça americana em solo americano".
Durante uma coletiva de imprensa em Mar-a-Lago, Trump defendeu os ataques como alinhados à sua política "America First", enfatizando estabilidade, segurança energética e combate ao tráfico de drogas. Ele revelou planos para empresas de petróleo dos EUA investirem bilhões na infraestrutura da Venezuela, com os rendimentos beneficiando o país e reembolsando danos aos EUA. Trump afirmou: "Vamos gerir o país até podermos fazer uma transição segura, adequada e criteriosa", e mencionou negociações com a vice-presidente Delcy Rodríguez, que supostamente concordou em cooperar. Ele descartou a liderança potencial da opositora María Corina Machado, dizendo que ela não tem respeito na Venezuela.
A ação contornou a aprovação do Congresso, atraindo críticas bipartidárias. O senador democrata Tim Kaine chamou-a de "claramente ilegal", prometendo uma votação no Senado sobre uma Resolução de Poderes de Guerra. A deputada Alexandria Ocasio-Cortez questionou o motivo relacionado a drogas, citando o perdão recente de Trump ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, condenado por tráfico de cocaína. Republicanos como o líder da maioria no Senado John Thune elogiaram-na como um "importante primeiro passo" contra os crimes de Maduro.
As reações mundiais foram mistas: Brasil, Cuba, Rússia, China e México condenaram a violação de soberania, enquanto Argentina e Equador a apoiaram como golpe ao narco-terrorismo. A figura da oposição venezuelana Machado saudou-a como a "hora da liberdade", pedindo reconhecimento dos resultados das eleições de 2024 favoráveis a Edmundo González. Especialistas alertam para vácuos de poder potenciais e instabilidade regional, ecoando intervenções passadas dos EUA na América Latina.