Após a captura de Nicolás Maduro liderada pelos EUA em 4 de janeiro de 2026 —incluindo preparativos da CIA, ataques aéreos causando 80 mortes e tensões EUA-Colômbia—, novas revelações destacam uma vasta rede de apoio criminal que se estende pelas fronteiras da Venezuela. Na Colômbia, ex facilitadores do regime enfrentam escrutínio enquanto as dinâmicas geopolíticas da América Latina mudam.
A operação dos EUA que capturou Nicolás Maduro em Forte Tiuna, em Caracas, envolvendo meses de infiltração da CIA e bombardeios direcionados (incluindo um que matou a comerciante colombiana Yohana Rodríguez Sierra), desencadeou confissões que expõem uma rede criminosa de militares venezuelanos corruptos, máfias internacionais, cartéis de drogas, homens de palha e aliados políticos. O colunista Wilson Ruiz Orejuela observa: «quando um ditador cai, ele não cai sozinho. Ele cai com a rede que o sustentou, financiou, justificou e defendeu dentro e fora da Venezuela».
Na Colômbia, as consequências intensificam o escrutínio sobre anos de ameaças minimizadas, avisos ignorados e alianças ideológicas que priorizaram a conveniência sobre a segurança. Ruiz Orejuela destaca evidências emergentes de acordos ocultos, rotas ilegais e apoios financeiros, com cúmplices agora correndo para apagar rastros digitais.
Historicamente, colapsos autoritários transformam lealistas em testemunhas, enviando uma mensagem regional de que «o poder sem lei sempre acaba enfrentando a justiça». Enquanto a Venezuela transita sob a presidente interina Delcy Rodríguez, em meio à marginalização da oposição e uma diáspora de 7 milhões, a reconstrução chama. A Colômbia deve abordar ativamente as implicações, focando em verdade e responsabilidade em vez de vingança, para desmantelar redes de cumplicidade persistentes na América Latina.