Em sua primeira aparição em tribunal nos EUA após captura na 'Operação Resolução Absoluta', o líder venezuelano Nicolás Maduro e a esposa Cilia Flores declararam-se não culpados por narcoterrorismo e acusações relacionadas perante o juiz Alvin K. Hellerstein no tribunal federal de Nova York em 5 de janeiro de 2026. Dispensaram a fiança e permanecem detidos sem soltura; a próxima audiência está marcada para 17 de março em meio a protestos e reações globais.
Com base em relatos da captura de Maduro em 3 de janeiro por forças dos EUA em Caracas e transferência para o Metropolitan Detention Center de Brooklyn, a audiência ocorreu em 5 de janeiro na sala 26A do Distrito Sul de Nova York, na 500 Pearl Street. Algemado e usando fones de tradução, Maduro —manquejando do veículo— enfrentou o juiz Hellerstein, nomeado por Clinton com experiência em casos de narcotráfico.
O juiz leu os direitos a advogado e silêncio; Maduro os reconheceu enquanto alegava desconhecimento prévio e insistia: 'Ainda sou o presidente do meu país' e 'prisioneiro de guerra'. Cilia Flores, supostamente ferida na captura, também se declarou não culpada. Ambos dispensaram a fiança, com o advogado Barry Joel Pollack (ex de Julian Assange) optando contra liberação imediata.
Hellerstein prometeu: 'Garantirei um julgamento justo e o devido processo.' A sessão terminou com transferência para detenção em veículo blindado.
Do lado de fora, cerca de 100 manifestantes entraram em confronto leve entre facções pró e anti-Maduro, com cartazes como 'EUA, mãos fora da Venezuela'. Globalmente, o embaixador dos EUA Mike Waltz chamou de 'polícia, não guerra', atraindo condenações da Rússia, China e Colômbia; a ONU e Claudia Sheinbaum do México pediram respeito à legalidade. Na Venezuela, Delcy Rodríguez assumiu a liderança, jurando por Hugo Chávez, enquanto Jorge Rodríguez, novo chefe da Assembleia Nacional, prometeu o retorno de Maduro.