Cinco dias após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA, a presidente interina Delcy Rodríguez confirma nenhuma viagem ao exterior a curto prazo, priorizando a estabilidade interna, enquanto a Venezuela equilibra denúncias com solturas de prisioneiros e negociações para reabrir a embaixada dos EUA.
Baseando-se nas reações iniciais à operação militar dos EUA que capturou Maduro e sua esposa Cilia Flores em Caracas —denunciada como ilegal e ligada a mais de 100 mortes—, o governo de Rodríguez, via ministro de Comunicações Freddy Ñáñez, enfatizou o foco na paz e estabilidade doméstica, conforme postagem no Telegram. Essa postura contrasta com o relatório anterior do presidente colombiano Gustavo Petro sobre uma possível visita a Bogotá, agora descartada em meio a pressões internas. Rodríguez discutiu a crise com Petro, Lula do Brasil (agradecido pelo apoio) e o líder da Espanha. Em meio a desafios, canais diplomáticos se abrem com Washington para restauração da embaixada e agendas mútuas, incluindo revitalização do setor de petróleo. O presidente do Congresso Jorge Rodríguez anunciou solturas de prisioneiros como gesto de boa vontade: cinco espanhóis e duas figuras da oposição. O presidente dos EUA Trump parou mais ataques, reuniu-se com executivos de petróleo e enviou o encarregado de negócios John McNamara a Caracas. A Colômbia, com sua longa fronteira e papel de anfitriã de migrantes, observa a estabilidade sob Petro, que nunca reconheceu a vitória eleitoral de Maduro. Rodríguez navega a raiva dos aliados de Maduro enquanto busca calma regional.