Na sequência do ataque dos EUA ao Venezuela e da detenção do presidente Nicolás Maduro, Donald Trump rejeitou a capacidade da líder da oposição María Corina Machado de liderar uma transição democrática. A atitude alimentou especulações sobre um acordo com aliados chavistas de Maduro, em meio a temores de aumento nos preços do petróleo. A figura da oposição Edmundo González renovou os apelos pela libertação de prisioneiros políticos.
A ação militar dos EUA em 4 de janeiro de 2026 resultou na detenção do presidente venezuelano Nicolás Maduro, conforme relatado inicialmente, ameaçando uma disparada nos preços globais do petróleo devido às reservas da Venezuela.
Durante uma coletiva de imprensa, o presidente dos EUA Donald Trump se apresentou como o « salvador do mundo » e abordou o papel da oposição. Ele descartou María Corina Machado — que ganhou o Prêmio Nobel da Paz por sua liderança nas eleições disputadas de julho de 2024, amplamente alegadas como fraudadas por Maduro — afirmando: « Ela não tem apoio ou respeito no seu país. É uma boa mulher, mas não inspira respeito. » Trump mencionou que não a contatou, insinuando preferências dos EUA por negociar com chavistas moderados, como um « chavismo sem Maduro », possivelmente afastando figuras como Diosdado Cabello e Vladimir Padrino López para proteger interesses petrolíferos em detrimento de uma restauração democrática plena.
Edmundo González, em cobertura ao vivo em andamento, exigiu a libertação de prisioneiros políticos para « normalizar a Venezuela ». A Rússia expressou « solidariedade » com a Venezuela, mas descartou ação defensiva.
A intervenção evoca a Doutrina Monroe, priorizando o domínio econômico dos EUA na região e possivelmente deixando os venezuelanos enfrentando instabilidade contínua.