Em meio às repercussões da operação militar dos EUA que deteve o presidente venezuelano Nicolás Maduro no início deste mês, a deputada comunista chilena Lorena Pizarro condenou a ação, chamou Donald Trump de 'pedófilo' em busca da dominação mundial e insistiu que Maduro continua sendo o líder legítimo da Venezuela. Falando na Câmara dos Deputados do Chile, criticou o presidente eleito José Antonio Kast por apoiar a intervenção e enfatizou os princípios de não intervenção.
Em 6 de janeiro de 2026, Lorena Pizarro, chefe da bancada do Partido Comunista (PC) que representa o PC, a Federação Regionalista Verde (FREVS), Ação Humanista (AH) e independentes, denunciou a operação dos EUA que capturou Maduro e sua esposa Cilia Flores em Caracas em 3 de janeiro.
«Um pederasta, um pedófilo, pretende dominar o mundo», disse Pizarro sobre Trump, instando preocupação com aqueles que justificam a «agressão». Ela chamou a detenção de Maduro de «sequestro» — não uma captura legítima —, comparando-a ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, e afirmou Maduro como presidente em exercício da Venezuela.
Invocando o golpe de 1973 no Chile, Pizarro enfatizou a não agressão segundo tratados da ONU e OEA, acusando Trump de cobiçar o petróleo venezuelano e rotulando apoiadores como Kast de «servis ao império».
Ela elogiou a coordenação do presidente Gabriel Boric com líderes latino-americanos que condenam a ação, mas exortou o governo entrante de Kast a cumprir normas internacionais. Como presidente da Associação de Familiares de Detidos-Desaparecidos, Pizarro destacou o apoio de parlamentares chilenos a uma declaração regional anti-intervencionista.
Suas declarações coincidiram com a proclamação de Kast como presidente eleito, sublinhando as divisões políticas do Chile na crise venezuelana.