Uma pesquisa Cadem revela que 51% dos chilenos acredita que a principal razão da intervenção dos EUA na Venezuela foi se apoderar do petróleo e minerais do país, após a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro. Além disso, 67% esperam que a maioria dos migrantes venezuelanos no Chile retorne a médio prazo, e 63% apoiam o envio militar dos EUA.
A pesquisa Plaza Pública do Cadem, referente à segunda semana de janeiro de 2026, reflete as percepções dos chilenos sobre a recente intervenção dos EUA na Venezuela, que terminou com a prisão de Nicolás Maduro em 3 de janeiro pelas forças americanas. nnSobre a migração venezuelana, 67% dos entrevistados acreditam que a maioria dos venezuelanos no Chile partirá com o tempo, 23% acham que ficarão e apenas 5% esperam partida imediata. Quanto à ação militar, 63% concordam com o envio de tropas dos EUA, enquanto 30% se opõem. nnSobre as motivações dos EUA, 51% atribuem a intervenção principalmente à tomada do petróleo e minerais venezuelanos. 19% veem como combate ao narcotráfico ou captura de Maduro por seu suposto papel no “Cártel de los Soles”, e apenas 14% acreditam que visa transição democrática. nnA maioria culpa Maduro por violações graves: 95% por impor ditadura, 93% por abusos aos direitos humanos, 80% por corrupção ligada ao narcotráfico e 74% por tráfico de drogas. Politicamente, 60% apoiam a posição de José Antonio Kast, chamando a prisão de “uma grande notícia para a região”, contra 32% apoiando Gabriel Boric, que condenou a ação e pediu soluções pacíficas. nnPara o futuro da Venezuela, 53% favorecem eleições, e 29% querem decisões da oposição liderada por Edmundo González e María Corina Machado. 65% veem os EUA como governo atual da Venezuela, mas 54% rejeitam controle formal dos EUA. Finalmente, 45% acreditam que a saída de Maduro beneficiará o Chile, e 31% não veem impacto. nnNo contexto político chileno, o presidente do Partido Comunista Lautaro Carmona reafirmou a oposição do PC à intervenção dos EUA, afirmando “não há nada que justifique a intervenção dos Estados Unidos” e referindo-se a intervenções passadas na América Latina.