Após a captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA, milhares de venezuelanos no Chile realizaram manifestações pacíficas em Santiago e outras cidades. Alexander Maita, líder do Comando con Venezuela no Chile, classificou o evento como um sucesso e estimou que 30% dos 950.000 venezuelanos no país possam retornar em breve, com mais de 3.000 reunidos no Parque Almagro.
A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças dos EUA provocou reações imediatas na comunidade venezuelana no Chile. Em Santiago, mais de 3.000 pessoas se reuniram no Parque Almagro para celebrar, de acordo com relatórios dos Carabineros, embora Alexander Maita, líder da organização Comando con Venezuela no Chile, tenha estimado que o número superou 6.000 participantes em uma manifestação pacífica.
Maita, que coordena o grupo de oposição, descreveu o encontro como um «sucesso» e reiterou que 30% dos cerca de 950.000 venezuelanos no Chile podem deixar o país em breve, uma vez confirmada a transição democrática. «30% partirão imediatamente ao verem a plena abertura da transição na Venezuela, e depois 40% irão gradualmente, enquanto os outros 30% ficarão no Chile», detalhou o líder comunitário, mencionando também celebrações semelhantes em regiões como Arica, Iquique, Rancagua e Concepción.
O governador de Arica, Diego Paco, alertou para um possível retorno em massa de migrantes venezuelanos e pediu a ativação de um corredor humanitário sul-americano para garantir uma saída ordenada. «Hoje, com a detenção do ditador Maduro, milhões de venezuelanos podem voltar para casa», afirmou Paco, criticando o Executivo chileno por não liderar a coordenação regional.
Na Venezuela, a situação após a captura gera incerteza. Maita indicou que há uma «calma tensa» no país, com a população aguardando sinais de líderes da oposição como María Corina Machado, recentemente questionada por Trump, embora Maita tenha defendido sua liderança. «María Corina demonstrou liderança validada, não só na Venezuela, mas também no exterior», declarou. No entanto, o coordenador enfatizou que «o perigo ainda não cessou na Venezuela», referindo-se a figuras como Diosdado Cabello e Vladimir Padrino López, ligadas ao regime.
Maita expressou não estar preocupado com os EUA assumindo o controle do petróleo venezuelano, recordando a presença histórica americana na indústria petrolífera do país e apoiando sua reconstrução e privatização. «Concordamos que os americanos retornem à Venezuela para que a PDVSA possa ser privatizada, mas primeiro ela deve ser reconstruída», concluiu.
A manifestação no Parque Almagro transcorreu sem incidentes, destacando a alegria da diáspora venezuelana no Chile diante de um evento que pode mudar o destino de milhões.