Após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças especiais dos EUA no fim de semana passado —como detalhado em nossa cobertura anterior—, a administração Trump prioriza a revitalização do setor de petróleo colapsado da Venezuela. Os planos incluem revogar sanções para permitir que empresas americanas invistam bilhões em infraestrutura, em meio a um histórico de políticas dos EUA que contribuíram para o declínio de 80% na produção.
O presidente Trump justificou a intervenção em parte pelos problemas do petróleo venezuelano, apesar de sanções impostas em sua administração e anteriores terem agravado a queda do setor. Detentora das maiores reservas comprovadas do mundo, a Venezuela exportava 40% de seu petróleo para os EUA pré-embargo. A produção atingiu o pico em 2012, mas despencou devido a preços baixos, má gestão, corrupção e sanções iniciadas sob Obama em 2015, intensificadas por Trump em 2017-2019. Mark Weisbrot, do Center for Economic and Policy Research, chamou as sanções de 'violência econômica', bloqueando exportações e financiamento, levando a escassez, 40 mil mortes excessivas e colapso da indústria. Especialistas da ONU as rotularam de 'guerra econômica'. Pós-captura, o Departamento de Energia anunciou revogação de sanções para facilitar vendas globais de petróleo bruto. Os EUA comercializarão o petróleo, controlarão os proventos e os distribuirão 'em benefício do povo americano e do povo venezuelano'. Trump descreveu o setor como um 'fracasso total' e prometeu bilhões de empresas americanas como Chevron —o único operador remanescente— para reparar infraestrutura, potencialmente em 18 meses, embora especialistas prevejam décadas em meio a preços de US$ 60 por barril e instabilidade.