Trump ameaça barrar ExxonMobil de investir na Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a ExxonMobil e ameaçou impedir seus investimentos na Venezuela após o CEO da empresa declarar o país inviável para aportes. A declaração ocorreu durante uma reunião na Casa Branca, onde o governo busca atrair US$ 100 bilhões em investimentos para reconstruir o setor petrolífero venezuelano. Apesar do ceticismo inicial, a Exxon planeja enviar uma equipe técnica ao país em breve.

Em 9 de janeiro de 2026, executivos de grandes petrolíferas ocidentais se reuniram na Casa Branca com Donald Trump para discutir investimentos na Venezuela. O objetivo é atrair pelo menos US$ 100 bilhões para revitalizar o setor de petróleo do país, cuja produção caiu para menos de 1 milhão de barris por dia devido a má gestão, corrupção e sanções americanas.

A maioria dos executivos expressou otimismo, mas Darren Woods, presidente-executivo da ExxonMobil, adotou um tom cético. "Já tivemos nossos ativos expropriados lá duas vezes e, então você pode imaginar, para reentrar uma terceira vez, seriam necessárias mudanças bastante significativas", disse Woods. Ele afirmou que, sob as estruturas legais e comerciais atuais, a Venezuela é "inviável para investimento".

Trump reagiu negativamente. No dia 11 de janeiro, a bordo do Air Force One, ele declarou a repórteres: "Eu não gostei da resposta da Exxon… provavelmente eu estaria inclinado a manter a Exxon de fora. Eu não gostei da resposta deles. Eles estão sendo espertinhos demais". Quando questionado sobre garantias para as empresas, Trump respondeu: "Eles estarão seguros, não haverá problema... Eles tiveram problemas no passado porque não tinham Trump como presidente".

Sob pressão, Woods informou que a Exxon enviará uma equipe técnica à Venezuela nas próximas semanas para avaliar as condições e expressou confiança de que as mudanças necessárias "podem ser implementadas". A Chevron, única empresa americana operando no país, indicou que pode elevar sua produção em 50% nos próximos 18 a 24 meses, partindo de 240 mil barris por dia.

Essa reunião ocorreu menos de uma semana após Trump lançar uma operação para capturar o líder venezuelano Nicolás Maduro e assumir o controle dos recursos naturais do país, visando beneficiar a economia venezuelana e os Estados Unidos.

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