O presidente venezuelano Nicolás Maduro disse que está disposto a realizar conversas "sérias" com os Estados Unidos sobre o combate ao tráfico de drogas e sugeriu que empresas americanas poderiam investir no setor de petróleo da Venezuela, enquanto a administração Trump intensifica ataques de interdição e aumenta a pressão sobre Caracas.
O presidente venezuelano Nicolás Maduro disse que está preparado para buscar conversas "sérias" com os Estados Unidos sobre chegar a um acordo para combater o tráfico de drogas, ao mesmo tempo em que convida o investimento americano na indústria de petróleo da Venezuela.
Maduro fez os comentários em uma entrevista exibida na quinta-feira, de acordo com a Fox News e outros veículos que transmitiram trechos da entrevista. Na entrevista, Maduro disse que a Venezuela estava pronta para discutir um acordo antidrogas com Washington e acrescentou que o país está aberto a investimentos petrolíferos dos EUA "como com a Chevron". A Chevron é atualmente a única grande empresa petrolífera americana que exporta petróleo bruto venezuelano para os Estados Unidos.
Os comentários de Maduro ocorrem em meio a uma campanha de pressão dos EUA que se intensifica e inclui ataques militares a barcos suspeitos de tráfico de drogas que operam perto da Venezuela e no Pacífico Oriental. A Reuters relatou que os Estados Unidos realizaram mais de 20 ataques desde setembro, resultando em mais de 100 mortes.
Vários veículos também relataram uma escalada adicional: um ataque a uma área de docagem na Venezuela considerada pelos funcionários americanos ligada ao tráfico de drogas. A Associated Press e o The Washington Post citaram funcionários não identificados descrevendo a operação como liderada pela CIA e a descrevendo como o primeiro ataque conhecido dos EUA em solo venezuelano desde o início da campanha marítima. Maduro não confirmou o incidente durante a entrevista e disse que o abordaria mais tarde.
Nas mesmas declarações, Maduro acusou Washington de buscar impor uma mudança política na Venezuela por meio de "ameaças, intimidação e força", argumentando que a pressão dos EUA é motivada pelo desejo de acessar os recursos petrolíferos do país.
A administração Trump defendeu a campanha de interdição como necessária para conter os fluxos de narcóticos e acusou o governo de Maduro de envolvimento no tráfico de drogas—uma alegação que Maduro nega. A Casa Branca não respondeu imediatamente de forma pública aos comentários mais recentes de Maduro, de acordo com o The Daily Wire.