O presidente venezuelano Nicolás Maduro convocou os militares colombianos para uma 'união perfeita' com a Venezuela em meio a tensões crescentes com os Estados Unidos. Ele expressou solidariedade com a Colômbia e denunciou as ações belicistas dos EUA. Maduro afirmou que o comércio de petróleo continuaria apesar do bloqueio ordenado por Donald Trump.
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, dirigiu-se ao povo e ao exército colombiano, convocando para uma 'união perfeita' para defender a soberania de ambas as nações. 'Convoco os militares da Colômbia para a união perfeita com a Venezuela para que ninguém toque na soberania dos nossos países e para exercer o decreto de Bolívar de união permanente e felicidade compartilhada', declarou Maduro em meio às tensões atuais com os Estados Unidos.
O líder venezuelano expressou solidariedade com a Colômbia, afirmando que 'as dores e a violência da Colômbia são também as nossas dores'. Esta declaração ocorre em um contexto de escalada entre a Venezuela e os EUA, onde Maduro denunciou uma intenção belicista e colonialista do governo dos EUA sob Donald Trump.
Recentemente, na terça-feira, Trump ordenou o bloqueio total de todos os navios sancionados que entram e saem da Venezuela. Em uma mensagem na rede Truth Social, Trump justificou isso ao designar o regime venezuelano como organização terrorista estrangeira, citando razões como roubo de ativos, terrorismo, tráfico de drogas e tráfico de pessoas. 'Pelo roubo dos nossos ativos e muitas outras razões, como terrorismo, tráfico de drogas e tráfico de pessoas, o regime venezuelano foi designado como organização terrorista estrangeira', escreveu Trump. 'Portanto, hoje ordeno o bloqueio total e completo de todos os navios sancionados que entram e saem da Venezuela'.
Esta ordem segue a apreensão pelos EUA de um petroleiro sancionado ao largo da costa venezuelana, o último passo em uma campanha de pressão contra Maduro, a quem Trump acusa de facilitar a entrada de drogas nos Estados Unidos. A estratégia de Trump inclui maior presença militar na região e mais de duas dúzias de ataques a navios no Oceano Pacífico e no Mar do Caribe perto da Venezuela, que causaram a morte de pelo menos 90 pessoas.
Apesar dessas medidas, Maduro insistiu que o comércio de petróleo com os EUA e outros países continuaria.