No contexto das fricções crescentes entre EUA e Colômbia após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA em 3 de janeiro de 2026 —o que levou a implantações de tropas na fronteira e acusações de tráfico de drogas contra o presidente Gustavo Petro—, Petro convocou manifestações nacionais em 7 de janeiro para defender a soberania em meio às sugestões de intervenção militar de Donald Trump. Sindicatos endossaram as mobilizações, enquanto a Colômbia prossegue com protestos diplomáticos.
As tensões decorrem da operação americana 'Iron Resolve' que capturou Maduro e sua esposa Cilia Flores, após o qual Trump acusou o governo de Petro de produzir e enviar cocaína aos EUA, alertando para consequências e declarando depois que a Colômbia está 'muito doente' sob um líder que 'gosta de produzir cocaína'. A Colômbia respondeu inicialmente implantando 11.000 tropas ao longo da fronteira de 2.200 km para gerir potenciais fluxos de refugiados e ameaças.
Em 6 de janeiro, Petro escalou via X, instando os colombianos a hastearem bandeiras e se reunirem em praças públicas às 16h em 7 de janeiro: 'Hasteie já a bandeira da Colômbia em sua casa. Na quarta-feira nos vemos em todas as praças da Colômbia, às 16h. Agora defender a soberania nacional.' Ele planeja falar da Plaza de Bolívar em Bogotá, descartando as alegações de Trump como 'caluniosas e ameaçadoras' de uma mente 'senil' ligada a disputas de política energética.
A Central Unitaria de Trabajadores (CUT) apoia o chamado, com o presidente Fabio Arias declarando: 'Façamos presença para defender a soberania e a democracia na Colômbia frente aos anúncios de invasão militar.'
Diplomáticamente, a ministra das Relações Exteriores Laura Sarabia se reunirá com o encarregado de negócios dos EUA John McNamara com uma nota de protesto assinada pelo embaixador Daniel García-Peña ao secretário de Estado Marco Rubio, rejeitando 'termos desrespeitosos' e destacando mais de 2.512 toneladas de cocaína apreendidas desde 2022. A Colômbia co-liderou uma sessão extraordinária da OEA com Brasil, Chile, Guatemala, México e Uruguai, condenando ameaças à soberania como incompatíveis com o direito internacional, segundo o vice-ministro Mauricio Jaramillo Jassir.
Essas medidas abordam a estabilidade fronteiriça, preocupações migratórias dos 2,8 milhões de residentes venezuelanos na Colômbia, e riscos de maior instabilidade versus benefícios econômicos potenciais da estabilização regional.