O presidente colombiano Gustavo Petro se reuniu com o presidente dos EUA Donald Trump na Casa Branca em 3 de fevereiro, reafirmando sua aliança contra o narcotráfico. A visita incluiu discussões sobre cooperação energética e mediação em tensões regionais. Como gesto simbólico, Petro presenteou um vestido desenhado em Nariño a Melania Trump.
Em 3 de fevereiro de 2026, o presidente Gustavo Petro realizou uma reunião com Donald Trump na Casa Branca em meio a tensões anteriores nas relações bilaterais. De acordo com o embaixador da Colômbia nos EUA, Daniel García-Peña, o encontro reconheceu a Colômbia como 'o melhor aliado que os Estados Unidos têm na luta contra o narcotráfico'. O tom foi positivo, com 'boa química' entre os líderes apesar de suas diferenças ideológicas. Petro, o primeiro presidente latino-americano de esquerda convidado por Trump, enfatizou conquistas na erradicação de cultivos na fronteira. Os principais tópicos incluíram cooperação energética. O presidente da Ecopetrol, Ricardo Roa, afirmou que os diálogos contemplam remover a Colômbia da lista OFAC, conhecida como Lista Clinton, para facilitar transações. Roa destacou o papel da Ecopetrol na reativação da economia venezuelana, incluindo reabilitação de infraestrutura elétrica e de petróleo, e levantamento de sanções à PDVSA para trocas de petróleo bruto e gás. Petro observou a crescente dependência da Colômbia de importações de gás. Trump concordou em mediar tensões com o Equador, onde uma tarifa de 30% afeta o comércio bilateral devido a acusações de narcotráfico. Sobre a Venezuela, as discussões cobriram inteligência e ações militares para transformar Catatumbo em zona de agroindústria em vez de cultivo de coca. Como presentes, Trump deu a Petro um boné vermelho com o slogan 'Make America Great Again', que o presidente colombiano modificou adicionando um 'S' para ler 'Make the Americas Great Again'. Em troca, Petro apresentou um vestido desenhado por Flor Imbacuan Pantoja de Nariño, feito por sete pessoas ao longo de dois meses usando teares guangas pré-colombianos, envolvendo 35 famílias. A peça, avaliada em 5 milhões de pesos, simboliza a identidade nariñense. 'Desta forma, podemos mostrar ao mundo com todo o nosso amor quem somos os nariñenses para a Colômbia e o mundo', disse Imbacuan. Depois, Petro participou da assembleia da OEA, criticando sua eficiência e instando à ação climática, pois 75% da crise provém de hidrocarbonetos.