De Roberto Payán em Nariño, o presidente Gustavo Petro abordou dois recentes ataques de grupos armados na Colômbia, defendendo seu projeto de Paz Total. Ele afirmou que a paz nunca falha, mas a guerra deve falhar, e destacou progressos na substituição de cultivos ilícitos.
O presidente Gustavo Petro falou do município de Roberto Payán em Nariño sobre dois incidentes violentos ocorridos nos últimos dias. O primeiro foi um ataque dos autodenominados dissidentes das FARC contra a população de Buenos Aires no Cauca. O segundo envolveu o ELN, que atacou uma base militar em Aguachica, Cesar, resultando na morte de sete soldados.
Petro descreveu esses eventos como “morte entre colombianos. Nenhum estrangeiro morre lá, que eu saiba. Colombianos de ambos os lados, por ganância.” Em resposta às críticas ao projeto de Paz Total devido a esses incidentes, o líder afirmou: “Dizem que nesses dois eventos a paz falhou. A paz nunca falha; o que deve falhar é a guerra.” Ele questionou: “Como fazer a paz quando os grupos se matam por ganância?”.
No mesmo departamento de Nariño, Petro observou que o grupo Los Comuneros del Sur, que se separou do ELN, decidiu depor as armas. “Se depuser as armas, se ajudar na substituição de cultivos, se abandonar a violência, é positivo para a sociedade colombiana”, disse. Ele acrescentou que se seus membros entrarem em cooperativas de produção ou universidades, “isso é mais positivo para a comunidade. Que nenhum jovem mate jamais outro jovem.”.
O presidente também relatou progressos na erradicação de cultivos ilícitos: “já há 26.000 hectares em processo de substituição, com milhares de famílias inscritas.” Ele enfatizou que esses territórios “não podem ser transformados contra o povo” e que “a simples foto de um camponês arrancando a raiz da planta de coca é uma mudança histórica.”