Luis Carlos Reyes pede cortes fiscais cirúrgicos na Colômbia

Ex-diretor da DIAN e pré-candidato presidencial, Luis Carlos Reyes criticou a crise fiscal da Colômbia e propôs reduções precisas nos gastos estatais, mirando contrabando e economias ilícitas. Em entrevista ao LA NACIÓN, enfatizou aplicar regulamentações existentes em vez de novos impostos. Questionou também a política de 'Paz Total' e chamou ao reforço da segurança e transparência política face às eleições de 2026.

Luis Carlos Reyes, ex-diretor da DIAN e ministro do Comércio no governo de Gustavo Petro, partilhou a sua visão sobre os desafios da Colômbia numa entrevista ao LA NACIÓN. Como pré-candidato presidencial para 2026, Reyes reconheceu a necessidade de ajuste fiscal, mas insistiu que seja 'com bisturi' para não prejudicar os gastos sociais essenciais. 'O ajuste fiscal requer um corte com bisturi', afirmou, propondo eliminar redundâncias estatais e priorizar a eficiência. Sobre a crise fiscal, Reyes notou que em 2023, durante o seu mandato na DIAN, se alcançou a maior arrecadação tributária da história, mas as despesas cresceram mais depressa. Criticou o Ministério das Finanças por inflacionar projeções de receitas para justificar aumentos orçamentais. Recomendou apresentar ao Congresso um orçamento programático e regionalizado com maior transparência para evitar desvios corruptos. Em vez de novos impostos via emergência económica, instou ao cumprimento das regras existentes e à perseguição de sonegadores e contrabandistas, que causam perdas até 6 pontos do PIB. No que toca à segurança, Reyes defendeu fortalecer as Forças Armadas com equipamento, apoio aéreo e logística, juntamente com inteligência robusta. Enfatizou ganhar a confiança da população em regiões excluídas fornecendo serviços estatais para contrariar grupos armados. Considerou a 'Paz Total' um fracasso por tratar criminosos como atores políticos, levando a uma explosão de grupos ilegais em áreas como Huila. 'Temos de abandonar a ideia de que negociamos com criminosos', disse. Quanto às eleições de 2026, Reyes vê as opções atuais como insatisfatórias: candidatos que procuram reverter mudanças pós-2022 e a candidatura oficial sem autocrítica por concessões a figuras corruptas. Propôs o 'jogo limpo' como núcleo da sua campanha, baseado em transparência e honestidade. Sobre sondagens que favorecem Iván Cepeda e Abelardo De la Espriella, considerou prematuro e sublinhou a necessidade de propostas que reflitam os desejos dos cidadãos. Aos huilenses, enviou uma mensagem de construir confiança através do compromisso com o jogo limpo, transformando instituições.

Artigos relacionados

Realistic illustration of Colombia's 2025 economic and social challenges contrasted with hopeful renewal, featuring worried citizens, symbolic decay, and community unity.
Imagem gerada por IA

Year-end reflections on Colombia's challenges in 2025

Reportado por IA Imagem gerada por IA

At the close of 2025, Colombian columnists highlight distrust, governmental ineffectiveness, and an economic crisis worsened by debts and taxes as the main threats to the country. While criticizing official lies and poor fiscal management, they call for building trust, social commitment, and education for a hopeful future.

O ministro da Fazenda da Colômbia, Germán Ávila, defendeu a Emergência Econômica e Social, afirmando que sem ela o Estado não poderia cumprir obrigações fundamentais. Ele garantiu que as medidas não afetarão a cesta familiar ou setores vulneráveis. Os fundos serão destinados à saúde, segurança e subsídios chave.

Reportado por IA

O ex-ministro da Justiça Wilson Ruiz Orejuela anunciou sua candidatura ao Senado pelo partido Salvación Nacional e seu apoio ao pré-candidato presidencial Abelardo De la Espriella. Ruiz, que criticou a crise institucional da Colômbia, enfatiza a necessidade de unir a direita para defender a democracia e as instituições. Sua decisão decorre de um diagnóstico de erosão da confiança no Estado sob o atual governo.

Com base na reunião de gabinete de 22 de dezembro em Olivos, onde estas prioridades foram definidas, o governo de Javier Milei garante a aprovação do Orçamento de 2026 e promulga a Lei da Inocência Fiscal. Estes marcos asseguram a disciplina fiscal em meio às exigências do FMI, mas enfrentam críticas quanto aos impactos em grupos vulneráveis como os deficientes e trabalhadores públicos. Analistas elogiam os ganhos macroeconómicos, ao mesmo tempo que alertam para os custos sociais em 2026.

Reportado por IA

O presidente Gustavo Petro assinou o Decreto 1390 de 2025 declarando uma emergência econômica e social de 30 dias na Colômbia após o Congresso afundar o projeto de financiamento. A medida visa arrecadar fundos para cobrir um déficit de US$ 16,3 trilhões e garantir serviços essenciais como saúde. O anúncio gera debate jurídico e político, com revisões pendentes da Corte Constitucional e do Congresso.

Após o anúncio de 19 de dezembro sobre planos para um decreto de emergência econômica, o governo colombiano de Gustavo Petro emitiu em 31 de dezembro o pacote tributário via Decreto 1390, visando 11 trilhões de pesos para enfrentar um déficit fiscal de 16,3 trilhões após o Congresso rejeitar as reformas. O ministro das Finanças, Germán Ávila, observou que cobre grande parte, mas não todas as necessidades de 2026, impactando licores, cigarros, patrimônio, finanças e importações.

Reportado por IA

O governo colombiano, liderado pelo presidente Gustavo Petro, anunciou ações legais contra 17 governadores que se recusam a aplicar o decreto de emergência econômica, enquanto o Tribunal Constitucional analisa sua legalidade. Esse confronto gera incerteza sobre os impostos arrecadados, como o IVA de 19% sobre licores, e possíveis reembolsos se a medida for considerada inconstitucional. Especialistas alertam que sanções penais são improváveis e destacam a complexidade dos reembolsos.

 

 

 

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar