O debate sobre a Lei de Financiamento da Colômbia no Congresso foi suspenso até terça-feira devido à falta de quórum na Quarta Comissão da Câmara de Representantes. O projeto visa arrecadar US$ 16,3 trilhões para financiar um orçamento de 2026 de US$ 546,9 trilhões, mas enfrenta oposição e possíveis cortes se não for aprovado. O presidente Gustavo Petro alertou para um possível default, enquanto especialistas como Anif descartam esse risco.
Na terça-feira, 26 de novembro de 2025, a sessão das comissões econômicas conjuntas no Congresso da Colômbia foi encerrada sem progresso no debate da Lei de Financiamento devido à falta de quórum na Quarta Comissão da Câmara de Representantes. A discussão foi remarcada para a próxima terça-feira. O projeto, liderado pelo Ministério da Fazenda sob o ministro interino Carlos Betancourt, foi apresentado com apenas 10 assinaturas de 31 congressistas designados, indicando baixo apoio inicial.
A lei visa arrecadar US$ 16,3 trilhões para completar o Orçamento Geral da Nação (PGN) de 2026, que atingiria US$ 546,9 trilhões. Se afundar, o PGN cairia para US$ 530,9 trilhões, segundo vários relatórios. As principais mudanças incluem eliminar o IVA sobre combustíveis e manter inalterado o imposto de renda para pessoas naturais, com impactos adiados até 2027. Para o tabaco, propõe um imposto ad valorem de 10% em apresentações sólidas e 30% em vapes, gerando US$ 1 trilhão em 2026 e US$ 1,36 trilhão em 2030, segundo Betancourt.
Uma moção para arquivar o projeto, apresentada pela representante Katherine Miranda, foi rejeitada na Terceira Comissão da Câmara, permitindo que avance por ora para outros órgãos como a Comissão Econômica do Senado. A coalizão governista, representada por figuras como Etna Tamara do Pacto Histórico e Olga Lucía Velásquez do Partido Verde, defende a reforma destacando melhorias em indicadores macroeconômicos e criticando o setor financeiro por crescimento de 40%. Em contraste, a oposição, com o congressista Carlos Meisel do Centro Democrático, argumenta que imporia ônus excessivos, como 65% sobre lucros de empresas estrangeiras.
O presidente Gustavo Petro aumentou a pressão ao alertar para um 'possível default' se o Congresso, influenciado por figuras como Iván Cepeda, rejeitar a lei que taxa apenas 'os mega-ricos'. No entanto, José Ignacio López, presidente da Anif, contrapõe: 'O país não está em risco de default', enfatizando que as necessidades de financiamento persistem com ou sem a lei, e recomendando cortes em vez de aumentos tributários que atingiriam setores estratégicos como hidrocarbonetos e aviação via impostos sobre carbono.