O presidente Gustavo Petro defendeu a colocação de US$ 4,95 bilhões em títulos, a maior emissão da história da Colômbia, como medida para reduzir os custos atuais da dívida. Ele vinculou isso ao decreto de emergência econômica, alertando que sua anulação pelo Tribunal Constitucional elevaria novamente os custos de empréstimo.
Em 14 de janeiro de 2026, o presidente Gustavo Petro abordou em declarações públicas a recente emissão de US$ 4,95 bilhões em títulos, parte do plano de financiamento do Orçamento Geral de 2026. Essa operação, a maior da história do país, visa aumentar o endividamento externo para estabilizar as finanças nacionais. Petro enfatizou que essa medida, junto com o decreto de emergência econômica, reduziu o risco-país e baixou as taxas de juros de dois dígitos para uma faixa entre 5,9% e 8%. «Se ao Estado for dada a capacidade de pagar sua dívida, o custo da dívida diminui: foi isso que o decreto de emergência econômica fez. Estamos no caminho certo na política econômica», declarou o presidente. O decreto, emitido como 'fato subsequente' devido ao aumento insustentável dos custos da dívida, aumentou impostos sobre os mais ricos para melhorar sua sustentabilidade. Petro alertou que, se o Tribunal Constitucional, sob o presidente Carlos Camargo, o anular, os custos da dívida disparariam novamente. «Prova de que o fato subsequente foi o aumento dos custos da dívida até se tornar insustentável, como dissemos ao Tribunal», afirmou. Além disso, apesar de um aumento real de 18% no salário mínimo no ano passado, os custos de produção caíram 2%. Petro pediu ao ministro da Fazenda, Germán Ávila, para desindexar a moradia VIS dos ajustes salariais para evitar impactos nos preços. Ele criticou o governo anterior de Iván Duque pelo superendividamento, agravado pela desvalorização e altas taxas de juros do Banco da República. O presidente instou o Ministério da Fazenda a continuar trocando dívida cara por mais barata para estabilizar as finanças antes de possíveis interferências políticas.