Após o anúncio da semana passada sobre planos para um decreto de emergência econômica, o ministro do Interior Armando Benedetti confirmou sua assinatura por todos os membros do gabinete em 18 de dezembro e o protocolo no dia seguinte. A medida aborda um déficit de 16,3 trilhões de pesos no orçamento de 2026 após o fracasso da reforma tributária, mirando setores de alta renda para garantir pagamentos da dívida pública e evitar o aumento do risco-país.
O ministro do Interior Armando Benedetti anunciou que o decreto declarando o estado de emergência econômica —detalhado anteriormente em forma de rascunho pelo ministro da Fazenda Germán Ávila— foi totalmente assinado e protocolado. Esse passo excepcional garante recursos para obrigações prioritárias do Estado, com o ônus recaindo sobre aqueles com maior capacidade econômica, como os 'megarricos' por meio de impostos sobre licores, jogos de azar e grandes entidades financeiras.
Ávila reiterou a lacuna de 16,3 trilhões de pesos no Orçamento Geral da Nação 2026. Receitas projetadas próximas a 16 trilhões de pesos por meio de medidas como imposto sobre patrimônio para entidades acima de 40.000 UVT, extensão do imposto sobre transações financeiras, IVA sobre jogos online, aumentos no tabaco e uma cobrança temporária sobre extração de hidrocarbonetos e carvão.
Benedetti alertou que a falta de ação elevaria o risco-país, erodiria a confiança internacional e colocaria em risco infraestrutura como os projetos 4G, pois as prioridades constitucionais exigem o serviço da dívida em primeiro lugar.
Grupos empresariais, incluindo o Conselho Nacional Empresarial e Andi (liderada por Bruce Mac Master), criticaram a constitucionalidade do decreto, argumentando que o déficit previsível carece da gravidade e iminência imprevistas requeridas. Eles buscam revisão pelo Tribunal Constitucional e possível suspensão para evitar danos.