Dezessete governadores colombianos, liderados pelos de Antioquia e Valle del Cauca, optaram por desobedecer a um decreto do governo de Gustavo Petro que altera a estrutura do imposto sobre licores. Eles argumentam que o decreto causa danos irreparáveis ao financiamento departamental para saúde e educação. Essa ação é respaldada pela Constituição para casos de má administração governamental.
O colunista Gustavo Álvarez Gardeazábal, em seu artigo publicado em 22 de janeiro de 2026, retrata como a administração do presidente Gustavo Petro está «desvinculando» a Colômbia por meio de decisões que desmantelam estruturas nacionais chave. O texto destaca a incapacidade administrativa do governo, priorizando vinganças políticas passadas sobre uma governança eficaz. Um exemplo primordial é o desmantelamento das Entidades Promotoras de Saúde (EPS), que o autor diz que o governo odeia por ideologia ou capricho. Ele critica uma teoria econômica fracassada ligada ao presidente, comparando-a a um efeito dominó que colapsaria o sistema de saúde ao derrubar uma peça, sugerindo sarcasticamente que merece o Prêmio Nobel de Economia sob o termo «chuchuchu». Outro problema é o decreto sobre licores, descrito como vícios ou provocações, que historicamente financiaram o financiamento departamental para saúde pública e educação. Esse decreto agressivo, copiado de um projeto de lei congressional rejeitado, causou o colapso dessa estrutura frágil. Em resposta, 17 governadores, liderados pelos de Antioquia e Valle, apegaram-se à Constituição e escolheram desobedecer o decreto até que a Corte se pronuncie sobre sua ilegalidade. Álvarez Gardeazábal vê isso como uma rebelião justificada, invocando a válvula de escape constitucional para tempos de má governança, marcando o «desvinculamento» em seu grau mais alto.