O presidente Gustavo Petro pressiona pela repatriação de cerca de 250 trilhões de pesos investidos no exterior por fundos de pensão, criticando o modelo económico desde os anos 90. A proposta reacendeu debates com figuras como Enrique Peñalosa e levantou alertas técnicos de especialistas como Mónica Higuera. Petro argumenta que as poupanças dos trabalhadores devem criar empregos locais em vez de beneficiar economias estrangeiras.
O debate sobre a repatriação de poupanças de pensões na Colômbia intensificou-se após um anteprojeto de decreto do Ministério da Fazenda. O presidente Gustavo Petro respondeu num tweet de 30 de dezembro à oposição do ex-prefeito de Bogotá Enrique Peñalosa, afirmando: «muitos países querem que as poupanças dos trabalhadores do exterior venham para o seu país para criar empregos, mas o funcionário colombiano insensato prefere criar empregos no exterior em vez de no seu território».
Petro apoiou a retirada de fundos da Colfuturo, uma entidade privada, e sublinhou que as poupanças repatriadas permanecerão nos fundos se os trabalhadores o escolherem, impedindo a sua exportação como capital. Criticou o modelo introduzido pela Lei 100 sob César Gaviria, que diz ter desviado do Estado Social de Direito e alimentado a desigualdade atual. Também censurou o decreto de Juan Manuel Santos por permitir investimentos no exterior sem consentimento dos trabalhadores e com risco, um erro que Petro pretende revogar.
Mónica Higuera, ex-diretora da URF, apoia a visão de equidade do presidente, mas alerta contra mudanças precipitadas. «Devem ser feitas simulações técnicas económicas e legais, atuariais. [...] Trazer 125 biliões em 6 meses seria fatal», avisou. Petro concluiu que os pagamentos de pensão não devem depender de taxas de juro instáveis do mercado, mas da produtividade nacional, defendendo um sistema mais justo.