O presidente Gustavo Petro criticou o modelo de contratação do sistema de saúde da Colômbia, destacando os altos lucros das clínicas privadas em 2024 enquanto os hospitais públicos enfrentam falência. Em uma postagem na plataforma de redes sociais X, o líder apontou irregularidades na alocação de recursos e laços com redes de corrupção.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, expressou preocupações sobre o funcionamento do sistema de saúde, focando no modelo de contratação atual. A crítica surgiu de dados sobre o desempenho financeiro das clínicas privadas em 2024, mostrando que 150 delas obtiveram lucros líquidos de 5,22 trilhões de pesos. Em sua postagem no X, Petro declarou: «150 clínicas privadas obtiveram 5,22 trilhões de pesos em lucros líquidos em 2024». O presidente argumentou que esse quadro de contratação favorece o setor privado, permitindo que os recursos de saúde levem ao colapso dos hospitais públicos em vez de apoiá-los. «É um sistema de contratação em que os recursos de saúde deixam os hospitais públicos falirem em primeiro lugar», escreveu. Além disso, Petro aludiu a conexões problemáticas no setor, observando que algumas clínicas privadas têm laços com donos de Entidades Promotoras de Saúde (EPS) ou redes de corrupção. Essas dinâmicas, de acordo com o presidente, distorcem o funcionamento do sistema e beneficiam desproporcionalmente o setor privado, enquanto a saúde pública enfrenta desafios contínuos. A mensagem terminou com uma observação incisiva: «É assim que eles organizam o sistema de saúde». Essa declaração se encaixa no contexto das reformas propostas pelo governo de Petro para reformar o modelo de saúde, visando maior equidade na distribuição de recursos. Não foram relatadas respostas imediatas das entidades mencionadas, mas o assunto destaca as tensões persistentes no setor de saúde da Colômbia.