O presidente Gustavo Petro exigiu a renúncia do vice-presidente da Ecopetrol para a região andina, Bernardo Forero Duarte, em meio a investigações sobre enriquecimento ilícito. Essa solicitação ocorre junto a mudanças no conselho de administração da empresa e a sanção do CNE à campanha presidencial de 2022, que afeta o atual presidente da Ecopetrol, Ricardo Roa. Petro também se distanciou da posição da USO sobre o negócio da bacia do Permiano.
O presidente Gustavo Petro abordou um caso de suposto enriquecimento ilícito no valor de 7 bilhões de dólares na Ecopetrol, exigindo a renúncia de Bernardo Forero Duarte, vice-presidente para a região andina. De acordo com revelações do jornalista Daniel Coronell, Forero está por trás de alertas da Unidade de Informação e Análise Financeira (UIAF). Petro declarou em sua conta no X: «As investigações sobre contas privadas devem andar de mãos dadas com o Ministério Público. O funcionário da Ecopetrol em questão deve sair, mas deve haver investigação do Ministério Público».
As investigações datam de setembro de 2021, março de 2024 e janeiro de 2025, incluindo pressões para receber dinheiro em troca de contratos, pedidos de propina e uma confissão sobre a propriedade não declarada de uma fábrica de tijolos. A presidência da Ecopetrol supostamente não agiu sobre os Relatórios de Operação Suspeita (ROS) fornecidos pela UIAF.
Enquanto isso, a Ecopetrol passa por uma onda de mudanças em seu conselho de administração. Mónica de Greiff renunciou em meados de outubro e foi substituída por Ángela María Robledo em 27 de novembro, com Álvaro Torres como o novo vice-presidente. Guillermo García Realpe deixará seu cargo em 12 de dezembro. A nova composição inclui Luis Felipe Henao Cardona e Ricardo Rodríguez como independentes, e Tatiana Roa, Hildebrando Vélez e Alberto José Merlano como não independentes. Além disso, foi aprovado incluir um representante dos trabalhadores no conselho com 91,1% de apoio dos acionistas, o que pode complicar a saída do negócio da bacia do Permiano.
Essa turbulência é agravada pela sanção do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) à campanha «Petro Presidente» de 2022, aprovada por 6-3, por irregularidades superiores a 3,5 bilhões de dólares, incluindo contribuições não reportadas da USO (500 milhões) e Fecode (500 milhões), pagamentos a testemunhas eleitorais (931 milhões) e propaganda (356 milhões). As multas superam 2 bilhões por pessoa contra Ricardo Roa, Lucy Mogollón e Mary Lucy Soto, e 583 milhões para os partidos Colombia Humana e Unión Patriótica. O CNE encaminhou cópias ao Ministério Público e à Comissão de Acusação contra Roa, que apresentou uma tutela. Petro rejeitou a decisão, afirmando: «não há um único peso do narcotráfico na minha campanha» e questionando a imparcialidade do CNE.
Quanto ao Permiano, Petro expressou abertura para uma saída negociada, citando um terceiro estudo que não mostra um «grande negócio» devido à queda na produção e altos custos de capital. Os trabalhadores defendem o projeto e exigem perfuração de poços piloto como Kalé e Platero, vendo a transição energética como um complemento aos hidrocarbonetos.