O presidente Gustavo Petro defendeu sua secretária, alvo por sua educação a distância, durante um evento em Tumaco. Acusou setores elitistas de escarnecerem dos esforços de pessoas humildes. O líder ligou esses ataques a uma mentalidade colonial persistente.
Em Tumaco, o presidente Gustavo Petro entregou 2.835 hectares de terra liberada de cultivos ilícitos a comunidades locais. Durante o evento de sexta-feira, o líder abordou as críticas sofridas por uma de suas secretárias na Presidência da República. Petro relatou que a funcionária, que assumiu o cargo como conclinte do ensino médio e usou o emprego para estudar online, agora enfrenta zombarias por ter conquistado dois diplomas. «Hoje minha secretária é vítima de vexame, porque chegou como bacharel no ensino médio, e foi assim contratada», afirmou. Esclareceu que não a conhece pessoalmente e que ela é uma trabalhadora comum, sem envolvimento em lutas políticas. O presidente denunciou o elitismo por trás desses ataques, observando que eles vêm de quem valoriza apenas diplomas de universidades globais de baixo prestígio ou de bairros nobres de Bogotá. «São fraudadores, que não entendem o povo, que zombam dele, que o desprezam», asseverou. Comparou essa visão à de 500 anos atrás, quando indígenas, negros e camponeses eram vistos como servos ou escravos. Petro enfatizou que seu governo resulta do apoio popular, não de heranças elitistas. «Este governo é resultado de vocês; está aqui, nem mais nem menos, porque vocês o apoiaram», disse. Destacou seu histórico pessoal: décadas de luta ao lado de gente humilde, longe de clubes sociais ou círculos exclusivos, comprometido em contribuir para a história da Colômbia em tempos bons e ruins.