O ministro de Minas e Energia da Colômbia, Edwin Palma, confirmou os esforços do governo para estabilizar o Fundo de Estabilização de Preços de Combustíveis (FEPC) e avançar com um ajuste gradual ao preço da gasolina. Isso segue o anúncio do presidente Gustavo Petro de uma redução no preço dos combustíveis. O ministro afirmou que o montante exato do corte será anunciado em 1 de fevereiro.
O presidente Gustavo Petro anunciou recentemente uma redução no preço da gasolina, o que motivou ações do governo para corrigir desequilíbrios de longa data no setor energético. Em um pronunciamento, o ministro Edwin Palma destacou que por anos a Colômbia manteve 'gasolina falsamente barata', financiada pelo orçamento nacional destinado à água potável, educação e saneamento básico, prejudicando as populações mais vulneráveis. Palma criticou o 'déficit histórico do FEPC' decorrente de subsídios aos mais ricos, combustíveis fósseis e proprietários de veículos que não os necessitavam. 'O presidente Gustavo Petro tomou a decisão que outros evitaram para limpar o FEPC, ordenar as finanças públicas e parar de subsidiar os privilegiados', declarou o ministro. Através de pagamentos responsáveis e ajustes estruturais, o FEPC avança para o equilíbrio financeiro, evitando novas dívidas ocultas. Em paralelo, o governo ajusta gradualmente o preço interno da gasolina automotiva regular à sua referência internacional, em um contexto favorável de baixos preços do petróleo e um peso colombiano em apreciação. Palma relatou que a redução está sob estudo, com números sendo conciliados com o Ministério da Fazenda para definir a porcentagem. 'Se também aplicarmos uma nova metodologia de mistura de etanol, acreditamos que possa ter um impacto descendente, mas não quero antecipar sem dados concretos', indicou. O valor exato da redução será anunciado em 1 de fevereiro.