A Secretaria de Finanças e Crédito Público publicou um ajuste ao Imposto Especial sobre Produção e Serviços (IEPS) para combustíveis a partir de 1º de janeiro de 2026, mas tanto Finanças quanto Energia esclareceram que não resultará em aumentos para os consumidores. Essa mudança contabiliza a inflação e mantém a Estratégia Nacional para Estabilizar os Preços da Gasolina, visando manter a Magna abaixo de 24 pesos por litro.
A partir de 1º de janeiro de 2026, entrará em vigor um ajuste ao Imposto Especial sobre Produção e Serviços (IEPS) para gasolina, diesel e outros derivados de petróleo, conforme publicado no Diário Oficial da Federação pela Secretaria de Finanças e Crédito Público (SHCP). As novas taxas são: 6.7001 pesos por litro para gasolina Magna, 5.6579 pesos para Premium e 7.3634 pesos para diesel. Além disso, o IEPS estadual será ajustado para 59.1390 centavos por litro para Magna, 72.1605 para Premium e 49.0817 para diesel.
No entanto, a SHCP e a Secretaria de Energia (SE) emitiram um comunicado conjunto esclarecendo que essa atualização baseada na inflação não levará a aumentos de preços para os consumidores. 'A Secretaria de Finanças e Crédito Público, assim como Energia, reafirma a validade da Estratégia para Estabilizar os Preços da Gasolina', afirma o documento. Essa estratégia, um pacto voluntário com os donos de postos de gasolina, mantém a gasolina comum (Magna) abaixo de 24 pesos por litro, renovada por 98% dos postos em setembro passado pela presidente Claudia Sheinbaum.
O acordo envolve instituições como a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais, a Comissão Reguladora de Energia, o SAT, a Profeco, a ASEA e a Pemex. Fatores como preços internacionais do petróleo, logística e margens de lucro afetam o custo final, mas a estabilização mitiga os impactos. Para o gás LP, o IEPS subirá para propano (10.1248 centavos por litro) e butano (13.1025 centavos), embora os preços variem por estado segundo a Comissão Nacional de Energia.