César Eduardo Loza Arenas, presidente da Unión Sindical Obrera (USO), foi eleito como representante dos trabalhadores na diretoria da Ecopetrol, marcando a primeira vez que um líder sindical ocupa tal posição. Esta nomeação preenche o oitavo lugar após as saídas de Mónica de Greiff e Guillermo García Realpe, com a próxima assembleia em março a decidir o nono membro.
A nomeação de César Eduardo Loza Arenas como oitavo membro da diretoria da Ecopetrol representa um marco para a Unión Sindical Obrera (USO), que entra pela primeira vez neste órgão da petrolífera estatal. Segundo o comunicado oficial da Ecopetrol, «os trabalhadores da Ecopetrol elegeram como nomeado para o 7.º lugar da Lista da Nação de candidatos à Diretoria da Ecopetrol S.A. o Sr. César Eduardo Loza Arenas», de acordo com os estatutos sociais. Esta eleição segue as vagas criadas pelas saídas de Mónica de Greiff e Guillermo García Realpe, alinhando-se à decisão da Assembleia Geral de Acionistas de novembro de incluir pela primeira vez um representante dos trabalhadores. A USO destaca o compromisso de Loza na defesa da indústria do petróleo, dos empregos e dos direitos dos trabalhadores, especialmente em questões como o futuro do negócio Permian nos Estados Unidos. A atual diretoria inclui Ángela María Robledo (independente, desde 23 de março de 2024), Tatiana Roa (não independente, desde 26 de março de 2024), Álvaro Torres (independente, desde 27 de março de 2024), Alberto José Merlano (não independente, desde 29 de março de 2025), Hildebrando Vélez (não independente, desde 29 de março de 2025), Ricardo Rodríguez (independente, desde 29 de março de 2025) e Luis Felipe Henao Cardona (independente, desde 31 de março de 2025). O presidente da Ecopetrol, Ricardo Roa, declarou: «Promovi e executei todas as tarefas necessárias para assegurar a presença de um dos nossos colaboradores na Diretoria da Ecopetrol». Para o nono lugar, o governo propõe Juan Gonzalo Castaño Valderrama, autor do relatório Permian usado pelo presidente Gustavo Petro, e Carolina Arias, uma acadêmica com experiência no Ministério do Meio Ambiente. A sua entrada poderá implicar a saída de um membro atual. Durante o processo de eleição, o ministro de Minas e Energia, Edwin Palma, alegou possíveis irregularidades, mas Roa garantiu que decorreu de forma transparente sem interferência da administração, tendo-se abstido de votar. A próxima Assembleia Geral Ordinária em março decidirá esta última vaga, num momento crucial para a governação da Ecopetrol.