Lula sanciona corte de incentivos fiscais e veta jabuti de R$ 2 bilhões em emendas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (26) a lei que reduz em 10% parte dos incentivos fiscais do país, mas vetou um dispositivo inserido pelo Congresso que permitiria o pagamento de emendas parlamentares de quase R$ 2 bilhões. O veto se baseia em decisão do STF que considerou a medida inconstitucional, revivendo o polêmico 'orçamento secreto'. A lei também aumenta a taxação sobre casas de apostas e fintechs, com expectativa de arrecadação de R$ 20 bilhões em 2026.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou em 26 de dezembro de 2025 a lei que corta 10% dos incentivos fiscais federais, uma prioridade do governo para melhorar o resultado fiscal em 2026. No entanto, ele vetou um 'jabuti' —dispositivo sem relação com o tema principal—aprovado pelo Congresso Nacional, que revalidaria emendas parlamentares inscritas como restos a pagar entre 2019 e 2023, totalizando cerca de R$ 2 bilhões. Essas emendas, em grande parte do tipo 'emendas de relator' conhecidas como 'orçamento secreto', foram canceladas e declaradas inconstitucionais pelo STF em 2022.

O veto foi justificado por manifestações contrárias do Ministério do Planejamento e por uma decisão liminar do ministro Flávio Dino, do STF, em 21 de dezembro, no Mandado de Segurança nº 40.684/DF. Dino argumentou que os restos a pagar cancelados por decurso de prazo não existem mais no plano jurídico, e sua revalidação equivaleria a criar nova autorização de gasto sem base orçamentária, gerando insegurança jurídica e imprevisibilidade nas obrigações estatais.

De acordo com o portal do Tesouro, R$ 2,97 bilhões em emendas foram cancelados em 2024, sendo R$ 2,49 bilhões de emendas de relator. Uma lei de março de 2025 já havia recuperado parte dessas verbas com restrições, como limitar a 2019-2022 e exigir licitação iniciada ou cláusula suspensiva. O jabuti vetado ampliaria isso, permitindo liquidação até 2026 e aglutinação de recursos para execução mesmo com valores insuficientes.

Lula também vetou regras mais rígidas para concessão de benefícios financeiros ou creditícios, como empréstimos subsidiados, afirmando que elas contrariariam o interesse público e prejudicariam políticas sociais. "O dispositivo contraria o interesse público ao exigir que proposições legislativas... atendam a requisitos que não são compatíveis com as especificidades de desenho e de implementação desses benefícios", escreveu o presidente na mensagem ao Congresso.

A lei sancionada eleva alíquotas sobre receita de casas de apostas, fintechs e distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) entre 15% e 20%, visando arrecadar R$ 20 bilhões em 2026. O Congresso deve analisar o veto em sessão futura, com tendência de derrubá-lo, segundo fontes.

Artigos relacionados

President Lula signs the 2026 budget at his desk, vetoing R$400 million in amendments amid political tension.
Imagem gerada por IA

Lula sanciona orçamento de 2026 com veto de R$ 400 milhões em emendas

Reportado por IA Imagem gerada por IA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (14/1) o Orçamento de 2026, vetando cerca de R$ 400 milhões em emendas parlamentares por violarem regras de transparência. A medida, publicada no Diário Oficial da União, pode gerar tensões entre o Executivo e o Legislativo em ano eleitoral, enquanto outros R$ 11 bilhões serão remanejados ou bloqueados. O orçamento totaliza R$ 6,54 trilhões, com metas fiscais e aumentos em áreas sociais.

O Senado aprovou nesta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, um projeto que reduz em 10% benefícios fiscais federais e eleva tributos sobre apostas online, fintechs e juros sobre capital próprio. A medida libera cerca de R$ 22,45 bilhões para o Orçamento de 2026, evitando cortes em despesas e emendas parlamentares. O texto segue para sanção presidencial após votação de 62 a 6.

Reportado por IA

O Congresso Nacional aprovou o PLP 128/2025, que eleva a tributação sobre fintechs para equiparar o tratamento fiscal com bancos tradicionais. A medida visa preservar a neutralidade competitiva no sistema financeiro, mas gera debate sobre seu impacto na inovação e inclusão financeira. Enquanto defensores argumentam que é uma compensação fiscal adequada, críticos alertam para prejuízos aos consumidores.

O debate sobre a Lei de Financiamento da Colômbia no Congresso foi suspenso até terça-feira devido à falta de quórum na Quarta Comissão da Câmara de Representantes. O projeto visa arrecadar US$ 16,3 trilhões para financiar um orçamento de 2026 de US$ 546,9 trilhões, mas enfrenta oposição e possíveis cortes se não for aprovado. O presidente Gustavo Petro alertou para um possível default, enquanto especialistas como Anif descartam esse risco.

Reportado por IA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (24) o PL Antifacção, agora Lei Raul Jungmann, com vetos a trechos que puniam agentes independentes por atos graves de facções e destinavam bens apreendidos a estados. A lei cria novos crimes contra organizações criminosas ultraviolentas, com penas severas e restrições a benefícios prisionais.

A Comissão de Finanças do Senado começou a revisar o projeto de reajuste do setor público, apresentado pelo ministro das Finanças Nicolás Grau. Os deputados aprovaram um aumento salarial gradual de 3,4 % mas rejeitaram a 'norma de desempate' destinada a maior estabilidade no emprego. A oposição prevê rejeitar novamente essa disposição no Senado.

Reportado por IA

O Senado Federal aprovou por unanimidade o Projeto de Lei Antifacção nesta quarta-feira, 10 de dezembro, com 64 votos a favor e nenhum contra. O texto, relatado por Alessandro Vieira (MDB-SE), endurece penas para o crime organizado e cria uma taxa sobre apostas online para financiar o combate a facções. A proposta retorna à Câmara dos Deputados para análise das alterações.

quarta-feira, 04 de março de 2026, 17:21h

Decisão de Dino suspende quebra de sigilo e provoca reações no Congresso

terça-feira, 03 de março de 2026, 12:07h

Senado mantém quebra de sigilo de Lulinha na investigação do INSS

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, 14:20h

Centrão resiste a votar regulação de penduricalhos sem governo

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, 02:37h

Câmara aprova projeto antifacções sem taxação de bets

quarta-feira, 07 de janeiro de 2026, 07:10h

Governo avalia disputa no STF contra redução de pena de Bolsonaro

terça-feira, 30 de dezembro de 2025, 12:01h

Milei encerra 2025 com aprovação do Orçamento de 2026 e Lei da Inocência Fiscal

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025, 02:08h

Senado aprova projeto que reduz penas de bolsonaro e condenados do 8/1

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, 02:12h

Câmara conclui regulamentação da reforma tributária com redução para SAFs

domingo, 30 de novembro de 2025, 07:47h

Lula defende isenção do IR em pronunciamento nacional

quarta-feira, 26 de novembro de 2025, 18:54h

Congresso escala crise com lula e ignora bolsonaro

 

 

 

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar