Congresso aprova aumento de tributação sobre fintechs

O Congresso Nacional aprovou o PLP 128/2025, que eleva a tributação sobre fintechs para equiparar o tratamento fiscal com bancos tradicionais. A medida visa preservar a neutralidade competitiva no sistema financeiro, mas gera debate sobre seu impacto na inovação e inclusão financeira. Enquanto defensores argumentam que é uma compensação fiscal adequada, críticos alertam para prejuízos aos consumidores.

Em 26 de dezembro de 2025, o Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei Complementar 128/2025, que aumenta a tributação sobre as receitas das fintechs, buscando reduzir assimetrias tributárias em relação aos bancos tradicionais. De acordo com o advogado e professor de Direito Tributário, o texto preserva a neutralidade competitiva, argumentando que 'receitas advindas de uma mesma atividade recebam igual tratamento tributário'. Ele destaca que as fintechs concentram operações em segmentos digitais como meios de pagamento e crédito pessoal, obtendo margens mais expressivas, e que a medida mitiga perdas arrecadatórias da isenção do IRPF até R$ 5.000, sendo preferível a uma taxação generalizada de dividendos.

Por outro lado, o presidente da Zetta, associação de empresas financeiras, contesta a premissa de que as fintechs pagam menos impostos, citando alíquotas efetivas de 36,5% em 2023 contra 8,9% dos bancos, e 29,7% em 2024 contra 12,2%. Ele enfatiza que as fintechs modernizaram o sistema, dobrando o número de pessoas ativas desde 2018 e incluindo dezenas de milhões de brasileiros, com 85% vendo impacto positivo segundo pesquisa AtlasIntel. Além disso, cobram 34 vezes menos tarifas, forçando bancos a renunciar a R$ 90 bilhões em tarifas desde 2019. Críticos argumentam que a medida penaliza inovação, com 92% dos brasileiros acreditando que encarecerá serviços, e sugerem uma alíquota mínima de 17,5% para todos, arrecadando R$ 8 bilhões contra R$ 1,6 bilhão da proposta.

Ambas as visões concordam que as fintechs, reguladas pelo Banco Central, atingiram maturidade, mas divergem sobre se o aumento tributário equilibra contas públicas sem comprometer o crescimento. A discussão ocorre no contexto da reforma tributária do consumo, destacando a necessidade de um debate mais amplo sobre o sistema fiscal brasileiro.

Artigos relacionados

Empty chamber of Colombia's Congress Fourth Commission, suspended Financing Law debate due to lack of quorum.
Imagem gerada por IA

Debate sobre lei de Financiamento suspenso por falta de quórum

Reportado por IA Imagem gerada por IA

O debate sobre a Lei de Financiamento da Colômbia no Congresso foi suspenso até terça-feira devido à falta de quórum na Quarta Comissão da Câmara de Representantes. O projeto visa arrecadar US$ 16,3 trilhões para financiar um orçamento de 2026 de US$ 546,9 trilhões, mas enfrenta oposição e possíveis cortes se não for aprovado. O presidente Gustavo Petro alertou para um possível default, enquanto especialistas como Anif descartam esse risco.

O Senado aprovou nesta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, um projeto que reduz em 10% benefícios fiscais federais e eleva tributos sobre apostas online, fintechs e juros sobre capital próprio. A medida libera cerca de R$ 22,45 bilhões para o Orçamento de 2026, evitando cortes em despesas e emendas parlamentares. O texto segue para sanção presidencial após votação de 62 a 6.

Reportado por IA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (26) a lei que reduz em 10% parte dos incentivos fiscais do país, mas vetou um dispositivo inserido pelo Congresso que permitiria o pagamento de emendas parlamentares de quase R$ 2 bilhões. O veto se baseia em decisão do STF que considerou a medida inconstitucional, revivendo o polêmico 'orçamento secreto'. A lei também aumenta a taxação sobre casas de apostas e fintechs, com expectativa de arrecadação de R$ 20 bilhões em 2026.

Notícias recentes sobre criptomoedas na América Latina destacam abordagens diversas, com Argentina enfrentando revés fintech, Brasil considerando reserva de Bitcoin e El Salvador planejando investimentos tokenizados para PMEs. Esses movimentos refletem experimentação contínua na política cripto regional e finanças. Legisladores argentinos revogaram proposta de depósitos salariais em carteiras digitais, enquanto Brasil avalia isenções fiscais e reservas.

Reportado por IA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV na noite de 30 de novembro, defendendo a isenção do Imposto de Renda para salários até R$ 5 mil mensais. Ele criticou os privilégios da elite brasileira e destacou que a medida injetará R$ 28 bilhões na economia em 2026. A compensação virá da taxação de super-ricos, segundo Lula.

Jonathan Malagón, presidente da Asobancaria, afirmou que restrições fiscais limitam a eliminação do imposto 4x1.000 entre 2026 e 2030. Propôs um plano de dez anos para eliminá-lo ponto a ponto, sem tributar pagamentos imediatos. Destacou também o papel da rebancarização para elevar o acesso ao crédito a 75%.

Reportado por IA

A ausência dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, no ato de sanção da isenção do Imposto de Renda em 26 de novembro sinaliza uma crise crescente entre o Congresso e o governo Lula. Essa tensão ameaça pautas chave como o Orçamento de 2026 e a indicação de Jorge Messias ao STF. A prisão de Jair Bolsonaro fica em segundo plano, com reações tímidas da direita.

 

 

 

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar