Jovens investidores com menos de 24 anos no Brasil estão impulsionando a adoção de criptomoedas, com aumento de 56% na participação este ano. Eles preferem opções de baixa volatilidade como stablecoins e produtos de renda fixa digital em vez de negociações de alto risco. O Mercado Bitcoin relata que essas tendências refletem uma mudança para proteção cautelosa da riqueza no mercado.
O cenário de criptomoedas no Brasil está evoluindo, com a Geração Z na vanguarda. Dados do relatório do Mercado Bitcoin, "Raio-X do Investidor em Ativos Digitais", destacam que o grupo com menos de 24 anos teve o maior crescimento em 2025, subindo 56% em relação ao ano anterior. Esses jovens investidores estão entrando no espaço por meio de stablecoins e títulos tokenizados, evitando a volatilidade de tokens tradicionais como bitcoin.
As ofertas de renda fixa digital da plataforma, conhecidas como Renda Fixa Digital (RFD), registraram crescimento explosivo. Esses produtos fornecem acesso tokenizado a ativos geradores de renda do mundo real, alinhados à estratégia do Mercado Bitcoin de tornar a blockchain invisível aos usuários. Em 2025, o volume de RFD dobrou, distribuindo 1,8 bilhão de reais —cerca de US$ 325 milhões— aos investidores. Em média, esses ativos renderam 132% da taxa benchmark livre de risco do Brasil, o Certificado de Depósito Interbancário (CDI).
As preferências de investimento variam por nível de renda. Usuários de renda média alocam até 12% de suas carteiras em stablecoins, mantendo 86% em ativos de baixa volatilidade como títulos tokenizados. Em contraste, investidores de baixa renda colocam mais de 90% em criptomoedas tradicionais, abraçando riscos maiores por retornos potenciais.
O volume total de transações cripto na exchange cresceu 43% ano a ano, com segundas-feiras se destacando como o dia de pico para novos investidores e atividade. Esse padrão indica que as criptomoedas estão se tornando parte do planejamento financeiro rotineiro, e não apenas especulação.
Mudanças regulatórias recentes amplificaram o interesse. O Banco Central do Brasil implementou novas regras no mês passado, exigindo licenças para provedores de cripto e definindo requisitos de capital. "Eventos importantes, como a regulação cripto pelo Banco Central e o aumento das stablecoins, impulsionaram ainda mais o interesse brasileiro em ativos digitais", disse Fabrício Tota, vice-presidente de negócios cripto no Mercado Bitcoin.
Concorrentes como Liqi e AmFi também oferecem produtos semelhantes de renda fixa baseados em blockchain, contribuindo para a tendência mais ampla de ativos do mundo real (RWA) no país.