Em 2025, as criptomoedas mudaram de ativos especulativos para infraestrutura financeira essencial, marcada por estruturas regulatórias, adoção institucional e atualizações tecnológicas. Governos e bancos integraram Bitcoin e stablecoins em sistemas oficiais, enquanto hacks e booms de memecoins destacaram desafios contínuos. Essa transformação redefiniu o papel da crypto nas finanças globais.
O ano de 2025 começou com expectativas de uma alta do Bitcoin impulsionada pelo halving, ETFs spot e mudanças na política do Federal Reserve, mas terminou com o Bitcoin negociando 30% abaixo de seu pico de outubro acima de US$ 126.000, consolidando-se em torno de US$ 90.000. Hackers norte-coreanos roubaram um recorde de US$ 2 bilhões em crypto, incluindo um roubo de US$ 1,5 bilhão, contribuindo para roubos cumulativos de US$ 6,75 bilhões desde o início do rastreamento. O governo dos EUA respondeu construindo reservas com moedas apreendidas, sinalizando uma nova era.
Em 6 de março, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva criando a Reserva Estratégica de Bitcoin dos EUA, composta por cerca de 200.000 BTC de apreensões como Silk Road, e determinou que as agências retivessem em vez de leiloar Bitcoin. Essa política redefiniu o Bitcoin como um ativo estratégico, reduzindo a pressão de venda e influenciando visões globais. Em julho, Trump promulgou a Lei GENIUS, o primeiro quadro federal para stablecoins lastreadas em dólar, permitindo que bancos as emitissem por meio de subsidiárias e fornecendo licenças para não bancos, com regras do FDIC propostas em dezembro.
A regulamentação MiCA da Europa foi totalmente ativada, impondo licenças em toda a UE para serviços crypto e stablecoins, enquanto Hong Kong avançou em suas regras de ativos virtuais e mercado de ETF spot. As estruturas da Austrália e do Reino Unido padronizaram ainda mais as operações. A SEC permitiu criações in-kind para ETFs de Bitcoin e Ethereum, adotou padrões genéricos de listagem e viu ETFs de Bitcoin atraírem US$ 22 bilhões em influxos líquidos e de Ethereum US$ 6,2 bilhões até 23 de dezembro.
Ethereum executou o hard fork Pectra em 7 de maio, aprimorando abstração de contas e throughput, seguido pela atualização Fusaka em dezembro, projetando cortes de taxas de até 60% para rollups de camada 2. O suprimento de stablecoins excedeu US$ 309 bilhões, e títulos do Tesouro dos EUA tokenizados atingiram US$ 9 bilhões, rivalizando com volumes de pagamentos tradicionais. O IPO da Circle na NYSE arrecadou US$ 1 bilhão, desencadeando uma onda de listagens públicas de crypto.
Memecoins explodiram, com 9,4 milhões cunhados no Pump.fun, alimentando processos como um que o acusa de esquemas Ponzi sob RICO. Esses desenvolvimentos fortaleceram a infraestrutura crypto, concentrando o controle entre estados e instituições, embora crime e especulação persistissem, levantando questões sobre supervisão e escalabilidade.